sexta-feira, outubro 30, 2009
PRODUÇÃO DE TEXTO COLETIVA...
EU TRABALHANDO COM MEUS ALUNOS PRODUÇÃO DE TEXTO...
AUNOS DO 7º ANO DA ESCOLA E.AURÉLIO PIRES
PROFESSORA CURSISTA - SUMARA
FOI UMA AULA MUITO BOA , POIS ALÉM DE TRABALHAR FORA DE SALA , O QUE ELES ADORAM, PUDE OBSERVAR O EMPENHO ATÉ DOS ALUNOS QUE NÃO GOSTAM DE ESCREVER E SENDO EM GRUPO INTERESSARAM MUITO MAIS.
Iniciei a aula de produção de texto , da seguinte forma...
Pedi que cada aluno escrevesse em um pedaço de folha a palavra que viesse em sua mente naquele momento.Logo após pedi que cada um escrevessem uma frase com aquela palavra.Em seguida pedi que reunissem em grupos e que trocassem as folhas com as frases escritas.Depois que trocaram , pedi que organizassem as frases e escrevessem um texto com as mesmas.Foi uma aula muito enriquecedora , pois pude perceber o quanto os alunos produzem quando um ajuda o outro. Achei interessante, porque tiveram grupos que corrigiram pontuação , ortografia ,mudaram algumas palavras no texto para que ficassem coerente.Sairam cada texto muito bom...
AGUARDEM OS TEXTOS QUE COLOCAREI DAS TURMAS DO 6º, 7º E 9º ANO.
segunda-feira, outubro 19, 2009
LER OU NÃO LER, EIS A QUESTÃO!
LER ou NÃO LER, eis a questão
Como o tempo ocupado pela televisão e pela internet, adolescentes deixam os livros em segundo plano
Não existe estudo científico que comprove, mas há uma percepção disseminada sobre a geração atual: ela não gosta de ler. A constatação parte dos professores. Eles se queixam de que só com muito esforço conseguem obrigar seus alunos a ler os clássicos da literatura. Um dos argumentos mais utilizados é recorrer à ameaça do vestibular. Os pais endossam a percepção de repulsa dos jovens pelos livros. Reclamam freqüentemente que os filhos padecem de falta de concentração e, por isso, não são capazes de ler as obras básicas para entender a matéria.
Por que isso acontece? O que faz com que uma geração leia e outra fuja dos livros? Há diversas explicações, mas todas acabam convergindo para um mesmo ponto.
Quando as pessoas recebem a informação mastigada – na televisão, nos gibis, na internet -, acabam tendo preguiça de ler, um ato que exige esforço e reflexão.
Os canais pelos quais o jovem se informa nos dias de hoje são múltiplos. O livro é apenas um deles. E é o mais trabalhoso. Diante desse quadro, os educadores são unânimes num ponto: as armas de estímulo à leitura precisam ser modernizadas. Alguns já fazem isso, com sucesso. “Eu costumo contar uma parte interessante ou bizarra de um clássico, para mexer com a curiosidade”, sugere a professora Maria Aparecida Custódio, responsável pelo laboratório de redação da rede de escolas Objetivo,em São Paulo. “Outra pedida é incentivar atividades lúdicas, como pedir para uma classe encenar peças de teatros a partir de obras famosas”, propõe o educador paulista Gabriel Chalita, que presta assessoria a várias escolas na área de treinamento de professores.
Uma parcela da responsabilidade pelo baixo índice de leitura entre os jovens cabe aos mais velhos, que estigmatizaram a geração atual como uma geração burra. “Se você crítica a roupa que o adolescente veste, a música que ele ouve, diz que internet é uma bobagem e que ele só consome lixo, está construindo uma barreira intransponível, como se o teen vivesse numa esfera e os clássicos estivessem em outra, inacessível para ele”, opina Eliane Yambanis, professora de história do Colégio Equipe,em São Paulo. Ou seja, as estratégias de sedução à leitura não funcionam se não levarem em consideração o universo teen. De acordo com Maria Aparecida Custódio, o professor deve, sim, incentivar o adolescente a acessar um conto que esteja disponível na internet, ou ler a versão de um clássico em quadrinhos. Tudo isso estimula o hábito da leitura. A lição que fica é a seguinte: para ensinar alguma coisa a alguém é preciso antes aprender mais sobre ela.
Vivian Whiteman
Como o tempo ocupado pela televisão e pela internet, adolescentes deixam os livros em segundo plano
Não existe estudo científico que comprove, mas há uma percepção disseminada sobre a geração atual: ela não gosta de ler. A constatação parte dos professores. Eles se queixam de que só com muito esforço conseguem obrigar seus alunos a ler os clássicos da literatura. Um dos argumentos mais utilizados é recorrer à ameaça do vestibular. Os pais endossam a percepção de repulsa dos jovens pelos livros. Reclamam freqüentemente que os filhos padecem de falta de concentração e, por isso, não são capazes de ler as obras básicas para entender a matéria.
Por que isso acontece? O que faz com que uma geração leia e outra fuja dos livros? Há diversas explicações, mas todas acabam convergindo para um mesmo ponto.
Quando as pessoas recebem a informação mastigada – na televisão, nos gibis, na internet -, acabam tendo preguiça de ler, um ato que exige esforço e reflexão.
Os canais pelos quais o jovem se informa nos dias de hoje são múltiplos. O livro é apenas um deles. E é o mais trabalhoso. Diante desse quadro, os educadores são unânimes num ponto: as armas de estímulo à leitura precisam ser modernizadas. Alguns já fazem isso, com sucesso. “Eu costumo contar uma parte interessante ou bizarra de um clássico, para mexer com a curiosidade”, sugere a professora Maria Aparecida Custódio, responsável pelo laboratório de redação da rede de escolas Objetivo,
Uma parcela da responsabilidade pelo baixo índice de leitura entre os jovens cabe aos mais velhos, que estigmatizaram a geração atual como uma geração burra. “Se você crítica a roupa que o adolescente veste, a música que ele ouve, diz que internet é uma bobagem e que ele só consome lixo, está construindo uma barreira intransponível, como se o teen vivesse numa esfera e os clássicos estivessem em outra, inacessível para ele”, opina Eliane Yambanis, professora de história do Colégio Equipe,
Vivian Whiteman
domingo, outubro 18, 2009
RELATORIO DA TP 01 Unidade 1 e 2 - 3 e 4
Data: 10/10/2009
TP1: Unidade:1 e 2
Variantes lingüísticas: dialeto e registros.
Variantes lingüísticas: desfazendo equívocos.
TP1: Unidade : 3 e 4 O texto como centro das experiências no ensino da língua.
A intertextualidade
No dia,10 de outubro nos reunimos na E.E.Joviano de Aguiar, para realizarmos a oficina 1 e 2 da TP1, da qual trabalha o texto e as variantes da língua como decorrentes da relação entre linguagem e cultura.O encontro foi um momento propício para discutir e rever assuntos relevantes como a variação lingüística , normas e uso da língua buscando compreender como essas variantes se efetivam em nossa interação cotidiana, a própria conceituação de texto e suas implicações no ensino-aprendizagem da língua e a intertextualidade.
Acreditamos que o ensino deva ser sempre construtivo, por isso discutir, refletir e ampliar nossos conhecimentos sobre variantes lingüísticas é bem vindo no sentido de buscar formas cada vez mais significativas para desfazer equívocos e produzir aprendizagem mais eficiente em nossos alunos.
Para que o ensino da Língua Portuguesa possa alcançar sua meta, que é proporcionar ao aluno o domínio da variedade linguística padrão, precisamos trabalhar trilhando vários caminhos e um deles é o caminho das variedades lingüísticas de maneira que o aluno adquira o conhecimento e a compreensão sobre a realidade histórica, social e cultural.Para isso é preciso que a escola trabalhe, banindo qualquer tipo de preconceito lingüístico,trabalhe a língua em sua multiplicidade de uso , em todas as suas possibilidades.
Para iniciarmos os trabalhos dessa oficina apresentei os slides com os pontos mais importantes da TP1.Nada na Língua é por acaso- Variação, Mudanças e Ensino – Jô Soares e Variedades Lingüística.
A língua é um sistema aberto, o que possibilita uma grande variedade de usos.Assim, ao lado de regras sistemáticas que todos os seus falantes devem seguir, aparecem as variantes da língua , que podem referir-se ao uso de um grupo ou ao uso de cada locutor, no momento da interação.
A língua varia entre os diferentes falantes em relação à época, em relação a classe social, a região geográfica, individualmente a partir das diferentes situações comunicativas.
Para fortalecer e ilustrar nossas discussões, apresentei os vídeos:Chico Bento no Shopping, Preconceito Lingüístico.Na seqüência de atividades distribui letras de músicas como “Cuitelinho”- “Samba do Arnesto” – “Arrotando Grama Boiadeira” e “Bufo de Gaita”, as duas últimas de um músico gaúcho (Mano Lima), para que os professores identifiquem nas letras as variedades lingüísticas regionais.
Para fortalecer e ilustrar nossas discussões, apresentei os vídeos:Chico Bento no Shopping, Preconceito Lingüístico.Na seqüência de atividades distribui letras de músicas como “Cuitelinho”- “Samba do Arnesto” – “Arrotando Grama Boiadeira” e “Bufo de Gaita”, as duas últimas de um músico gaúcho (Mano Lima), para que os professores identifiquem nas letras as variedades lingüísticas regionais.
Propus também as cursistas a leitura dramatizada dos textos:Retrato Velho, Ciúme, Conta de Novo, O Caso do Vestido,Sexa. Foi uma atividade muito interessante, pois os professores puderam vivenciar na prática uma proposta de trabalho a ser realizada com os alunos , para que possam perceber os dialetos textualmente e se posicionarem. do ponto de vista de diversos personagens, refletindo sobre os diversos dialetos.
Como proposta de produção de texto,explorando os vários dialetos, propus que em dupla os professores escrevessem um diálogo em que um dos personagens apresentasse uma situação de comunicação diferente do outro.Alguns professores se manifestaram relatando situações de vivência de preconceito lingüístico entre os próprios alunos. Por isso, sugeri que os professores desenvolvessem atividades com textos onde os alunos possam fazer o reconhecimento dos diversos dialetos e aos pouco ir atenuando o preconceito que em geral alguns têm em relação as variantes lingüísticas menos prestigiadas socialmente. Pois uma das variantes de dialeto não é melhor nem pior do que qualquer outra.
Os professores realizando a prática da leitura dramatizada, puderam sentir a importância de fazer a leitura e releitura em voz alta antes de apresentar o texto.
Essas considerações nos levam a rever nossa atuação como professores de Língua Portuguesa. Em nossa prática em sala de aula, é fundamental criar oportunidades para que os nossos alunos trabalhem textos que exemplifiquem diversas situações de comunicação, em que dialetos e registros diferentes se apresentem para a sua reflexão e discussão e como ponto de partida para a produção de textos diversificados. Esse é o objetivo maior do ensino da língua, desenvolver no sujeito a competência para a leitura e produção de textos.
Essas considerações nos levam a rever nossa atuação como professores de Língua Portuguesa. Em nossa prática em sala de aula, é fundamental criar oportunidades para que os nossos alunos trabalhem textos que exemplifiquem diversas situações de comunicação, em que dialetos e registros diferentes se apresentem para a sua reflexão e discussão e como ponto de partida para a produção de textos diversificados. Esse é o objetivo maior do ensino da língua, desenvolver no sujeito a competência para a leitura e produção de textos.
UNIDADE : 3 e 4 O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIENCIAS NO ENSINO DA LINGUA
A INTERTEXTUALIDADE
Para trabalharmos a unidade 3 e 4 da TP1, discutimos e debatemos “ O texto como centro das experiências no ensino da língua.” Abrimos nossos diálogos com o questionamento : “Afinal, o que é texto?” Após ouvir as colocações dos professores, falamos sobre as transformações ocorridas, não só o conceito de texto se ampliou muito, como também se modificou significativamente o entendimento sobre os elementos a se enfatizarem no trabalho com textos.
Pois se temos claro que o ensino aprendizagem de qualquer língua deve dar-se com o uso de textos, porque é por meio deles que pensamos e interagimos, então o texto deve ser o centro de todas as atividades que envolvem o ouvir, o falar, o ler e o escrever.
Em função disso, chamei a atenção dos cursistas para a necessidade de renovarmos sempre a nossa prática, oferecendo aos nossos alunos exemplos diversos de bons textos, orais e escritos, produzidos com objetivos e em situações diferentes, literários e não literários, em registros e modalidades distintos. O aluno precisa perceber que o contexto em que produz determinado texto, o interlocutor, a relação entre eles, o momento vivido, são imprescindíveis para dar o sentido que se quer ao texto.Finalizamos essa unidade com a leitura e debate do Ampliando Nossas Referências –“ História de um Conceito”
Analisamos a presença do recurso da intertextualidade nos textos publicitários, nas músicas,tirinhas ,filmes.Quando percebemos com clareza o processo de intertextualidade, o papel do ponto de vista e as influências de ambos em nossa vida diária , a nossa leitura de mundo torna-se mais crítica e sensível e criamos melhores condições, de explorar o assunto desde cedo com nossos alunos.
Após as discussões, os professores relataram suas experiências com aplicação do Avançando na Prática, expondo suas vivências em sala de aula.
A professora Desirê ,relatou sobre o trabalho realizado com o Avançando na Prática da página
A professora Juliana optou pelo Avançando na Prática da página 65 que após ter trabalhado o texto “Porque seus pais estão se divorciando” com os alunos da 5ª realizando um trabalho de interpretação e reflexão sobre o tema separação.Relatou que foi um momento rico em que os alunos se sentiram motivados a relatar sobre suas próprias vidas, pois muito dos alunos são de mães solteiras ou pais separados.
A professora Patrícia relatou sobre o Avançando na Prática da página 23, propondo uma atividade interessante para seus alunos da 8ª série fazer o “dicionário dos jovens”, salientou que alguns alunos encontraram um pouco de dificuldade em apresentar o termo deles com outro também deles e por isso muitos tiveram que recorrer o dicionário.
As professoras Andréia e Adriana relataram sobre o Avançando na Prática da página 144, em que propõe a produção de um texto por meio da intertextualidade, escolhendo a paródia.Já a professora Suely optou pelo Avançando na Prática da página 102,propondo aos alunos para transformar o texto oral em outro, escrito,um aviso ou uma pequena notícia de jornal..A professora relatou que a atividade teve resultados gratificantes e positivo.As atividades dos Avançando na Prática foram bem diversificadas o que possibilitou uma riquíssima troca de experiência entre as professoras.
Após os relatos dos professores, partimos para a realização da sugestão da proposta da oficina 1:TP1-unidade 2 do caderno do formador com a crônica de Carlos Drummond de Andrade.Para incentivar os professores a lerem Drummond, levei uns livros e preparei um cartaz com alguns poemas mais conhecidos do autor como:Cidadezinha Qualquer,Poema das sete faces, Quadrilha, José...Chamando a atenção dos professores para o fato de que, como a crônica, sua poesia tem muito a ver com o cotidiano das pessoas comuns,que soube retratar com enorme simpatia e fidelidade. Após solicitei que uma das cursistas realizasse a leitura de improviso da crônica.A professora se atrapalhou e não conseguiu ler com a mesma entonação que foi lida após a preparação da leitura .Realizei a atividade propositalmente, para que os professores percebessem que não devemos mandar um aluno ler o texto sem ser preparado antes, pois a leitura improvisada faz com que o texto perca a sua qualidade.
Solicitei que os professores em dupla realizassem o estudo do texto e logo após partimos para as discussões das respostas apresentadas pelos grupos.Os professores se sentiram motivados em aplicar esta proposta com seus alunos.
Por fim, realizamos a avaliação das oficinas, que ocorreu de forma bastante enriquecedora e proveitosa. Apesar de ser um pouco cansativo realizar duas oficinas no mesmo dia (manhã e tarde) devido facilitar a vinda de todos os professores do município.Os professores estavam motivados e participativos e colocaram que o Gestar tem auxiliado muito para o aperfeiçoamento da prática pedagógica e que cada dia sentem -se mais preparados e ao mesmo tempo percebem a necessidade de buscarem sempre mais conhecimento.Passei as orientações da TP2 para o próximo encontro .
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