sexta-feira, novembro 13, 2009

Poema Acordo Ortográfico

Poema Acordo Ortográfico


REFORMA (ORTOGRÁFICA) POÉTICA2009 é o ano da Reforma Ortográfica
Em casos como AUTOESTIMA, o hífen cai.A sua é que não pode cair.
Em algumas palavras,o acento desaparece,como em FEIURA.
Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em IDEIA,só que dela a gente precisa.E muito.
O TREMA sumiu em todas as palavras,como em INCONSEQUÊNCIA,que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.
Mas nem tudo vai mudar.ABRAÇO continua igual.E quanto mais apertado, melhor.
AMIZADE ainda é com "z",como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como "EU TE AMO" continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com "x",como ABACAXI, que, gostando ou não,a gente vai ter alguns para descascar.
SOLITÁRIO ainda tem acento,como SOLIDÁRIO,que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA,que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em VIDA,bom, essa muda o tempo todo,e é por isso que emociona tanto.

quinta-feira, novembro 12, 2009

ORIENTAÇÕES SOBRE AVALIAÇÃO DO GESTAR II...


ORIENTAÇÕES PARA A PRÓXIMA OFICINA – 18/11/2009

Nossa próxima oficina, que será livre, é a última antes da minha ida a Montes Claros para a etapa de avaliação. Por isso, preciso que vocês preparem um material, que pode ser apresentado em formato de cartaz, mural,ou se possível, “Power Point”. Esse trabalho deve conter as seguintes informações:

1. Uma apresentação geral do trabalho desenvolvido por você no Gestar com seus alunos.
* Reflexões a respeito das dificuldades de leitura e escrita dos alunos e possíveis soluções. (Escrito e apresentado)
* Reflexões das atividades que fizeram e deram certo referente à leitura e escrita dos alunos. (Também atividades fora da proposta do Gestar II.) (escrito e apresentado)
* Relato sobre o projeto. (Quem trabalhava nesta perspectiva, se houve acréscimo e quem não trabalhava, como foi a experiência.)
* Fotos dos alunos. (Realizando atividades dos “Avançando na Prática” e do projeto)
* Depoimentos avaliativos de alguns alunos sobre o Gestar II. (por escrito)
* Trabalho dos alunos Por amostragem (textos, cartazes, teatros, etc) – Estes trabalhos eu precisarei levar para Montes Claros.* Se possível, o portfolio pronto, com todos os relatórios, memoriais, etc. (Obs.: A sua apresentação deverá ter no máximo 20 minutos. Ensaiem para que não ultrapassem o limite de tempo, a fim de que ninguém saia prejudicado.


ABRAÇOS


Para que um plano de aula?

Para quem quer desenvolver bem sua prática pedagógica, é muito importante ter bem claro tudo que se pretende fazer durante uma aula. Ter um plano detalhado que registre seus objetivos, a matéria que será trabalhada, o material utilizado, o que será feito e quanto tempo vai levar proporciona uma organização que pode ser a diferença entre uma aula bem sucedida ou não. Na prática, a falta dessa organização pode levar ao fracasso total.
Planos de aula de Português e Literatura
Os planos da área de Letras têm uma característica em comum que torna sua elaboração semelhante: eles costumam partir de um texto que o professor deseja trabalhar com a turma. A partir desse texto e dos temas que se desprendem dele, são buscados outros recursos — como músicas, vídeos ou imagens — a fim de tornar a proposta mais rica e atraente para os alunos. Para exemplificar, vou usar um plano de aula que fez parte do meu relatório de estágio. Nesse plano, o objetivo era estudar um gênero literário com os alunos, sem, contudo, recorrer à velha história de passar uma lista de regras referentes a um determinado gênero (por exemplo, dizer simplesmente que o conto é uma narrativa curta composta por introdução, desenvolvimento, clímax e desfecho).
Planejamento e seleção de material
Foi escolhido o gênero conto por ser um tipo de texto geralmente mais curto, leve e de rápida leitura — de nada adiantaria escolher um texto maravilhoso, porém gigante, que os alunos passariam a aula inteira lendo. Além disso, bons contos costumam prender o leitor logo no primeiro parágrafo, coisa extremamente importante para alunos do ensino médio que costumam ter uma imagem negativa da leitura como sendo “chata”. Escolhido o gênero e de autor que todo mundo gosta: Luis Fernando Veríssimo. O conto escolhido foi o divertidíssimo Grande Edgar, que está no livro Mentiras que os Homens Contam, o qual pode ser transformado em peça de teatro. O próximo passo é analisar que temas podem ser abordados a partir desse texto. Na interpretação, podem vir à tona assuntos como “como nos distanciamos de pessoas importantes ao longo da vida”, “como nos tornamos ‘apenas mais um’ aos olhos da sociedade”, “como nós mesmos não nos damos a devida importância”, etc. Com os temas de trabalho definidos, agora é possível pesquisar materiais alternativos (no sentido audiovisual da palavra) que possam enriquecer a aula. Um bom caminho é o caminho da música, que, por geralmente ter letras que podem ser trabalhadas como poemas, acabam diversificando os tipos de textos trabalhados, mas nada impedia que imagens e/ou vídeos fossem utilizados. A música escolhida foi Maior Abandonado, de Cazuza e Frejat (música): Com o material escolhido e definido, é hora de organizar tudo segundo aquela clássica estrutura acadêmica. Além disso, é preciso pensar em como desenvolver a aula a partir dessa base.
Escrevendo o plano de aula
Um plano de aula sempre começa traçando objetivos. Tais objetivos sempre devem começar por um verbo no infinitivo e, como regra geral, devem ter um “para que”, ou seja, a frase deve ser composta por duas sentenças. Assim:
Objetivo = Habilidade desenvolvida + qual a razão de desenvolver essa habilidade.
Um exemplo: Expressar suas ideias e opiniões de forma oral e escrita para aprimorar sua capacidade comunicativa.
Essa é uma regra geral pois alguns objetivos envolvem habilidades tão amplas que fica difícil (e até sem sentido) definirmos uma motivo para elas. Por exemplo:
Compreender e interpretar o texto e a música trabalhados.
Além disso, é importante lembrar que os objetivos de um plano de aula sempre referem-se às habilidades e competências que o aluno deverá desenvolver. Uma dica útil: ao elaborar seus objetivos tenha em mente a frase “Ao término da aula, o aluno deverá ser capaz de…”
· Identificar o gênero conto.
· Compreender e interpretar o texto e a música trabalhados.
· Comparar as duas formas de abandono/distanciamento as quais o texto e a música referem-se para dar-se conta de que o valor individual das pessoas está cada vez menor em meio à multidão.
Existe uma briga terminológica que não acaba mais entre os pedagogos, então alguns preferem que os objetivos específicos sejam chamados de projeção de finalidades, mas isso não muda a forma como devem ser escritos.
Em seguida, é hora de definir o cronograma dos trabalhos. Aqui, basicamente, você deve escrever, de forma resumida, tudo que vai fazer durante a aula e fazer uma estimativa de quanto tempo vai levar cada passo. O meu ficou assim (assumindo que a aula seria de dois períodos de 50 min. cada):
1.Apresentação da música Maior Abandonado, de Cazuza e Frejat (5 min.).
2.Compreensão e interpretação da música de forma oral, tentando levantar assuntos que se relacionem com o tema do abandono/distanciamento entre pessoas, tratado no conto que virá a seguir (20 min.).
3.Apresentação do conto Grande Edgar, assim como de seu autor, Luis Fernando Veríssimo (5 min.).
4.Leitura silenciosa do conto (10 min.).
5.Leitura expressiva do conto pelo professor (5 min.).
6.Compreensão e interpretação do conto de forma oral, destacando temas como “como nos distanciamos de pessoas importantes ao longo da vida”, “como nos tornamos ‘apenas mais um’ aos olhos da sociedade”, “como nós mesmos não nos damos a devida importância”, etc. (25 min.).
7.Análise do conto conforme as estruturas características do gênero (apresentação, complicação, clímax, desfecho) (15 min.).
8.Escrita de um pequeno texto que responda a pergunta “Quem é o “maior abandonado do título da música?” (15 min.).
Terminado o cronograma, é hora de escrever a lista de Tópicos do Conhecimento (ou, com o nome antigo, Conteúdo Programático). Basicamente é uma lista de temas e assuntos estudados durante a aula. Referem-se a fatos, conceitos e princípios, procedimentos, atitudes, etc.
· Leitura, análise e interpretação do conto Grande Edgar, de Luis Fernando Veríssimo.
· Leitura, análise e interpretação da música Maior Abandonado, de Cazuza e Frejat.
· Gênero conto.
· Gênero letra de música.
Logo após, vem a parte mais trabalhosa do plano, que são as Formas de Mediação (ou Procedimentos, ou Operacionalização, ou qualquer outro nome que inventarem). Aqui devem ser detalhados todos os passos listados no cronograma. Escreve-se sobre ações, processos ou comportamentos que serão propostos pelo professor durante a aula, sempre baseando-se nos objetivos previstos.
A aula pode ser separada em 3 momentos:
Primeiro Momento
Composta pela apresentação da música e por sua compreensão e interpretação. Algumas questões orais deverão guiar a discussão, tais como:
· O que é um “maior abandonado”, citado no título da música?
· Por que a música diz que “raspas e restos me interessam” (linhas 8 e 9), “mentiras sinceras me interessam” (linha 11)?
· O que são “mentiras sinceras”?
· Quem é o “tu” ao qual a música se refere?
· A que se refere a passagem “pequenas porções de ilusão” (linha 10)?
· Que tipo de proteção o “maior abandonado” deseja?
Segundo Momento
Apresentação do conto Grande Edgar, do livro de onde ele foi retirado, As mentiras que os homens contam, e do autor Luis Fernando Veríssimo. A obra pode passar de aluno em aluno para que seja manuseada e vista mais de perto. Caso houver exemplares na biblioteca, é importante que isso seja informado aos alunos.
Após é feita a leitura silenciosa pelos alunos e em seguida a leitura expressiva pelo professor. A compreensão e interpretação é feita de forma oral, guiada por questões como:
· Já lhe aconteceu situações parecidas com a do conto? De que forma? Você esqueceu de alguém, ou alguém esqueceu quem você era?
· Por que nos esquecemos tão facilmente dos outros?
· Por que confundimos estranhos com pessoas conhecidas?
· Por que o personagem “naturalmente” escolhe o caminho “menos racional e recomendável, que leva à tragédia e à ruína”?
· Será que nós ou as outras pessoas são tão pouco importantes a ponto de sermos esquecidos? Será que nós nos damos a devida importância?
Terminada a discussão, é feita a entrega de um resumo teórico sobre o gênero conto, com um pouco sobre sua história, principais autores e características estruturais. O professor faz, junto com a turma, a análise do conto Grande Edgar conforme aquelas características (apresentação, complicação, clímax, desfecho).
Terceiro Momento
Feita a análise do gênero, faz-se a avaliação, que consiste na elaboração de um pequeno texto que responda questões como “Quem é o “maior abandonado do título da música?”, “Você conhece maiores abandonados como aquele do qual a música fala?”, “O que fazer para não virarmos maiores abandonados?”
E com isso o plano de aula está praticamente feito. Faltam algumas coisinhas como os Recursos que serão utilizados, que são aqueles meios materiais ou humanos que fogem ao padrão de uma aula “comum”, ou seja, ninguém vai colocar que vai usar giz e quadro negro, mas aparelho de som, retroprojetor e outras coisas específicas, sim:
· Aparelho de som
Finalmente chegamos ao item Avaliação, que, nas concepções mais recentes, costuma ser definida como um “processo contínuo e global com função de diagnosticar, acompanhar e avaliar” (daqueles textos sem referência bibliográfica que alguns professores distribuem na universidade). O importante é o seguinte: avaliação não é só prova. A minha, para essa aula, ficou assim:
Levará em conta a participação do aluno nas discussões e também o texto elaborado em aula, cujo tema permite que seja observado o entendimento do aluno perante os conteúdos apresentados.
E para terminar, obviamente, as Referências Bibliográficas do material utilizado na aula:
CAZUZA e FREJAT. Maior abandonado. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2009.
GIARDELLI, Mempo. Assim se escreve um conto. Trad. De Charles Kiefer. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1994.
JÚNIOR, R. Magalhães. A arte do conto: sua história, seus gêneros, sua técnica, seus mestres. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1972.
SOARES, Angélica. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 1997.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Grande Egar. In:__ As mentiras que os homens contam. São Paulo: Objetiva, 2000.
Modelo de Plano de Aula
Postarei um plano de aula completo, o qual eu espero que possa servir de modelo para os professores de primeira viagem ou mesmo para aqueles mais antigos que gostam de ficar por dentro do que está sendo discutido na modernidade. É bom deixar claro que essa não é a única forma possível de se fazer um plano; cada professor pode fazer pequenas modificações conforme achar mais interessante ou conforme as regras da sua escola.


domingo, novembro 08, 2009

O QUE É LETRAMENTO?

  PARA SER LIDO E REFLETIDO...

Poema escrito por Kate M. Chong, estudante norte-americana de origem asiática. In SOARES, 2003,p. 40)Letramento

O que é Letramento?

Letramento não é um gancho
Em que se pendura cada som enunciado,
Não é um treinamento repetitivo
De uma habilidade,
Nem um martelo
Quebrando blocos de gramática

Letramento é diversão
É leitura à luz de vela
Ou lá fora, à luz do sol

São notícias sobre o presidente,
O tempo, os artistas da TV
E mesmo Mônica e cebolinha
Nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito,
Uma lista de compras
Recados colados na geladeira,
Um bilhete de amor,
Telegramas de parabéns e cartas
De velhos amigos.

É viajar para países desconhecidos,
Sem deixar sua cama
E rir e chorar
Com personagens, heróis e grandes amigos.

É um atlas do mundo,
Sinais de trânsito, caças ao tesouro,
Manuais, instruções, guias,
E orientações em bulas de remédios,
Para que você não fique perdido.

Letramento é, sobretudo,
Um mapa do coração do homem,
Um mapa de quem é você,
E de tudo que você pode ser.

                                                             
                                                        -   TEXTO -





Já não se fazem bancos como antigamente...
Autor desconhecido
- Bom dia, moço! Eu vim porque tava precisando de um dinheiro... Sabe como é, né? As coisas não tão nada fácil...
- Depende, cavalheiro, há certas formalidades prévias que o senhor deverá atender para obter um empréstimo em nosso banco. O senhor já tem cadastro aqui no nosso banco?
- Se eu tenho o quê? Padrasto? O senhor quer dizer um padrinho, um pistolão?
- O que o senhor está querendo insinuar? Perguntei apenas se o senhor já tem ficha aqui no banco.
- Ah, ficha. Sei. Não, aqui no banco, não. Mas mês passado, quando eu operei de hérnia, eles fizeram uma pra mim lá no hospital. Eu tou até com ela aqui no bolso. Sorte, né? Eu peguei ela de lembrança, enquanto a enfermeira não tava olhando e juro que eu não imaginava que ela ainda fosse valer. O senhor pode aproveitar ela mesmo, pra gente ganhar tempo.
- Desculpe, cavalheiro, mas nós não estamos interessados em suas doenças. Precisamos apenas de alguns dados sobre a sua situação financeira. Por exemplo, qual é o seu patrimônio líquido?
- Olhe, líquido, líquido eu não tenho muita coisa não. Já tive no outro terreno que eu tinha. Eram três nascentes e duas água das que só vendo. Mas eu vendi... Meu patrimônio hoje é todo sólido: - terras, casas, um cafezal e umas vaquinhas. Bom, de líquido tem a represa da fazenda e umas garrafas de pinga do tempo que eu tive engenho. É das boas, das amarelinhas...
- O senhor já operou em algum banco?
- Não, em banco não. Operei mês passado mas foi no hospital mesmo, conforme eu falei pro senhor. Se eu soubesse que o banco do senhor opera eu podia ter vindo pra cá, né? Aí quem sabe facilitava agora na hora do empréstimo...
- Não, meu amigo; o senhor não me entendeu. Eu lhe perguntei se o senhor já operou em algum banco da praça?
- Não, na praça nunca. Só lá em casa, sabe. Eu mesmo é que capo meus porcos, corto os cascos das vacas com mangueira, essas coisas, sabe? Mas eu opero tudo é lá no curral mesmo. Tinha graça eu levar esses bichos pra operar num banco da praça, bem em frente da matriz!
- Não se trata disso, cavalheiro. Eu preciso saber é se o senhor já foi mutuário de alguma carteira?
- Que negócio é esse? Então o senhor me acha com cara de camelô para ser mostruário de carteira?
- Mostruário não. Eu disse mu-tu-á-rio. O senhor já teve experiência com alguma carteira?
- Essa agora! Em vez de camelô o senhor agora me acha com cara de batedor de carteira!
- Está difícil fazer-me entender pelo senhor. Mas, pelo que eu depreendi da nossa conversa, o senhor está precisando é de um capital de giro, não é mesmo?
- E eu lá quero saber de giro pela capital, moço. Detesto cidade grande. O que eu falei logo no começo e repito agora é que eu preciso de um dinheirinho emprestado. Só isso.
- Justamente o que eu falei. O senhor quer levantar um financiamento.
- Eu não quero levantar nada! Não posso: depois da operação de hérnia, o médico me proibiu de levantar peso. Quanto mais esse tal de financiamento que eu nem sei quanto pesa! Preciso é de dinheiro, seu moço, di-nhei-ro!
- Está bem, está bem. Vamos ver o que é possível fazer. Não se zangue. É meu dever fazer-lhe todas essas perguntas. Mas qual tipo de “dinheiro emprestado” o senhor quer? Temos várias modalidades: - FINAME, FINRURAL, PROTERRA, PROVÁRZEAS, FIBEP, FIRUM, FIREX, RESOLUÇÃO 14/45, LEI 4.113...
- Moço, pelo amor de Deus, como é que se diz “dinheirinho emprestado” aí nessa língua que o senhor está fazendo? É só isso que eu quero. Por favor, não complique as coisas que eu fico maluco.
- Tá bom, cavalheiro. Mas para que o banco lhe empreste um “dinheirinho” é preciso que o senhor apresente caução. Sem caução será muito difícil o senhor conseguir o seu “dinheirinho”.
- É, eu já imaginava que a nossa conversa ia desaguar nisso... A televisão é que é a culpada dessa pouca vergonha que anda por aí. Imagina um banco pedindo a gente pra ficar sem calção...
- Não, cavalheiro, não é nada disso. Eu estou falando de reciprocidade.
- Recipro... O quê?
- Re-ci-pro-ci-da-de. É preciso que o senhor mantenha um saldo depositado aqui no nosso banco, compatível com o “dinheirinho emprestado” que o senhor precisa...
- Mas peraí: se eu tou precisando de dinheiro como é que eu ainda vou arranjar algum para depositar no seu banco? Afinal, é o banco que vai me emprestar dinheiro ou sou eu que vou emprestar dinheiro pra ele? Moço, vou fazer uma coisa: volto pra minha fazenda e esqueço de dinheiro emprestado. Bem fazia o finado meu pai que guardava dinheiro no colchão e tinha sempre uns ouro pras necessidades. A gente não consegue se entender. O senhor usa esse palavreado difícil, moderno, que deve ser igual o jeito de falar dos americanos, dos japonês, eu só falo essa língua brasileira, né? O mundo tá ficando muito complicado pra mim...
- Se o senhor prefere assim...
- É, é melhor assim. Eu quebro o galho, vendo umas vaquinhas e fica o dito pelo não dito.
- Desculpe-me por não ter compreendido o senhor.
- Nada. Tô com raiva não. Quando tiver tempo, dá um pulo lá na minha fazenda para experimentar uns goles do meu “patrimônio líquido”. Garanto que na terceira dose a gente já vai estar se entendendo perfeitamente. Inté!

DÚVIDAS SOBRE "POWER POINT?" LEIAM ABAIXO...

Microsoft Power Point é um programa utilizado para edição e exibição de apresentações gráficas originalmente escrito para sistema operacional Microsoft Windows e também portado para a plataforma Mac OS X. A versão para Windows também funciona no Linux através da camada de compatibilidade Wine.
O PowerPoint é um programa que permite a criação e exibição de apresentações, cujo objetivo é informar sobre um determinado tema, podendo usar imagens, sons, textos e vídeos, que podem ser animados de diferentes maneiras. O PowerPoint tem suporte a objetos OLE e inclui uma ferramenta especial de formatação de texto (WordArt), assim como uma ampla gama de modelos de apresentação pré-definidos e uma vasta galeria de objetos (ClipArt). Há uma extensa gama de efeitos de animação e composição de slides.
O formato nativo do PowerPoint é o .PPT, para arquivos de apresentações, e o .PPS, para apresentações diretas. Para executar o PowerPoint em máquinas que não o tenham instalados, é necessário usar o software PowerPoint Viewer, uma vez que o PowerPoint não tem suporte nativo para outros formatos como o SWF, o PDF e mesmo o OpenDocument Format. Os arquivos do PowerPoint em geral são lidos sem problemas por outros softwares similares como o Impress.

TEXTO SOBRE COERÊNCIA E COESÃO...




Coerência é a ligação em conjunto dos elementos formativos de um texto. É o instrumento que o autor vai usar para conseguir dar um sentido completo a ele.
 
Em uma redação, para que a coerência ocorra, as idéias devem se completar. Uma deve ser a continuação da outra. Caso não ocorra uma concatenação de idéias entre as frases, elas acabarão por se contradizerem ou por quebrarem uma linha de raciocínio. Quando isso acontece, dizemos que houve um quebra de coerência textual.

A coerência é um resultado da não contradição entre as partes do texto e do texto com relação ao mundo. Ela é também auxiliada pela coesão textual, isto é, a compreensão de um texto é mais bem capturada com o auxílio de conectivos, preposições, etc.

A incoerência de um texto pode ser observada por um falante da língua, mas não é tão fácil identificá-la quando estamos escrevendo.

Pode-se dizer que um texto é incoerente quando o entendimento deste é comprometido. Na maioria das vezes esta pessoa está certa ao fazer esta afirmação, mas não podemos achar que as dificuldades de organização das idéias se resumem à coerência ou a coesão. É certo que elas facilitam bastante esse processo, mas não são suficientes para resolver todos os problemas.





Esse texto foi dado a cada cursista para ampliar ainda mais os conhecimentos sobre coerência e coesão que falaremos na pró
oxima unidade...

quarta-feira, novembro 04, 2009

TP2 UNIDADE 5 E 6 ...

















Neste sábado 6 de novembro  realizou-se a oficina 3 do TP2-Unidades 5 e 6 sobre Leitura e Escrita, com o objetivo de refletir acerca da prática do professor no desenvolvimento das atividades de linguagem, leitura e análise lingüística. O encontro aconteceu na E.E.Joviano de Aguiar em nosso município vivenciando 8h de trabalho com os cursistas. O dia iniciou com um momento de reflexão sobre o desejo de cada um para o dia de trabalho que se iniciava, estes momentos são sempre muito válidos, pois deixamos vir a tona tudo que se anseia para a nossa oficina. Após tal reflexão, iniciamos os trabalhos de teorização com o slide “Análise Lingüística - um novo olhar, um outro objeto” construído especialmente para discutirmos sobre o uso da gramática na sala de aula e a chegada da análise lingüística nesse novo cenário da educação, descobrimos especificidades da análise lingüística. Para praticar toda essa teoria, desenvolvemos o “jogo dos Períodos” onde cada professor recebeu um período simples e tinha como desafio encontrar outros períodos possíveis de serem articulados ao seu e assim formarem períodos compostos. A atividade foi bem divertida e várias versões de períodos foram formadas durante o jogo, atividades como esta foram sugeridas aos cursistas para dinamizarem suas aulas. Além deste jogo, vivenciamos um praticando feito a partir da leitura de imagem, utilizamos para isso uma tela de Salvador Dali a Obra: “Mulher na Janela” diante da qual a apreciação da obra foi sendo instigada com questionamentos que levaram os participantes a explorar as características mais marcantes da tela, em seguida formamos grupos que juntos discutiram a descrição de cada um ao analisar a imagem, todas os elementos percebidos foram dispostos em balões de linguagem e posteriormente transformados em textos descritivos que surgiram em diversos gêneros como: poema, poesia, acróstico e propaganda. Mas na verdade a essência desta atividade era perceber as possibilidades de trabalho em análise lingüística dentro do texto descritivo produzido pelo próprio aluno. Após socialização dos textos iniciamos o momento da “Lição de casa” com as apresentações das atividades vivenciadas nas turmas pelos cursistas, como sempre nosso momento de troca. Os “avançando na prática” propostos no TP2 foram analisados e houveram muitas sugestões para o melhoramento das mesmas, inclusive articuladas ao estudo do AAA2 que traz muitas opções interessantes para a diversificação das aulas. Nosso encontro encerrou com o vídeo “Vencedor” e um precoce gosto de proximidade do fim, o que nos entristece, pois as experiências vividas até aqui nos fizeram pertencentes um ao outro numa troca constante de aprendizado.