sexta-feira, setembro 25, 2009

RECADOS PARA AS CURSISTAS...

  " OI PESSOAL, COMO FICOU COMBINADO NO ÚLTIMO ENCONTRO, ASSISTIREMOS HOJE NA E.E.JOVIANO DE AGUIAR ÁS 17H O FILME NARRADORES DE JAVÉ... ESPERO TODAS VOCÊS... ABRAÇOS




        RESENHA CRÍTICA DO FILME NARRADORES DE JAVÉ



Narradores de Javé, um filme brasileiro de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé, conta a história dos moradores do vilarejo do Vale de Javé e o temor destes: uma represa que precisa ser construída e com isso a cidade de Javé será alagada. E para impedir tal fato, a única chance que eles têm é a de provar que a cidade possui um valor histórico a ser preservado. Para isso, precisam colocar por escrito os fatos que só são contados de boca a boca, de pai para filho. Como a maioria dos moradores são analfabetos, para preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, então, recorrem ao ex-carteiro da cidade. Um homem banido por todos, que para evitar que o posto de correios do lugar seja fechado começa a escrever cartas para pessoas de outras cidades e conhecidos seus, contando mentiras e calúnias dos habitantes da cidade, para poder assim gerar movimento na agência, e evitar o fechamento da mesma (e assim, preservar o seu emprego). Assim, o malandro Antonio Biá é convocado pelo povoado do Vale de Javé a pôr na escrita as histórias, contadas há anos pelos moradores, sobre a fundação da cidade, os personagens grandiosos e cheios de virtude que habitavam suas lembranças. Neste caminho, Biá vai conhecendo a fundo as fantasias, as memórias e as lembranças do povo de Javé. Mas a escrita destas histórias, tão diferentes umas das outras, não estava fácil. Biá, por mais talentoso que fosse na "regras da escritura" teve muitas dificuldades para pôr no papel as histórias de grandeza daquele povo, as quais não obtiveram registro oficial.
Nesse contexto, o filme aborda diversos temas como, a formação cultural de um povo; heranças históricas; crenças; valores; oposição entre memória, história, verdade e invenção; importância da oralidade na construção cientifica; dimensão da escrita e da fala; confronto entre o progresso e as tradições do vilarejo.
Os relatos em tom de fábula dos moradores, que não conseguem se entender entre suas versões, os casos contados, a verdadeira fundação de Javé, o papel e a forma da morte de Indalécio, seu fundador, e da participação de Mariadina, tornam-se perceptível no decorrer das cenas do filme que, as lendas e os contos contribuem para a formação cultural de um povo na medida em que edificam uma maneira de viver de determinadas pessoas na sua moral ou na sua forma de agir através dos hábitos, costumes e pela linguagem pitoresca da região.
É comum ouvirmos as célebres frases "Quem conta um conto aumenta um ponto", "Existem três verdades: a minha, a sua e a que de fato é", "O povo aumenta, mas não inventa". Enfim, são verdades populares que estão na boca do povo e que é o elemento-chave do filme, levando a um confronto entre verdade – invenção, memória – história.
Em toda a história da humanidade, o povo sempre viveu na oralidade, as crenças, as histórias, as lendas eram passadas de pai para filho, resgatando apenas a memória do passado. Assim como no filme os moradores de Javé buscam escrevinhar um documento cientifico com a história de cidadezinha, é importante destacar que as escrituras que hoje temos acesso surgiram da oralidade histórica de um povo, como por exemplo, a Bíblia, os acontecimentos históricos do Brasil e do mundo, entre outros. Deste modo, a tradição oral vinculada a escrita fortalece as relações entre as pessoas, criando uma rede de transmissão de conhecimentos e modo de vida. As palavras são transformadas em ação, neste ato de contar estabelece-se uma relação de cumplicidade, além de serem repassados conhecimentos.
Ao final do filme, o livro com a grande história de Javé não foi escrito. O progresso ostenta o espaço, a represa é construída, e por fim, a cidade é inundada e seus moradores desterrados. Narradores de Javé, embora tenha buscado o registro para que suas memórias não ficassem submersas, evidencia uma sociedade que se desvanece, em sua cultura, história e tradição em detrimento do progresso, do avanço tecnológico.







domingo, setembro 20, 2009

As cursistas apreciando a pasta da colega Juliana...

Fotos de mais um encontro com minhas cursistas...

RELATÓRIO DA OFICINA 07- TP4 - UNIDADE 13/14. e 15/16...









No dia 19/09/2009 do mês de setembro foi realizada mais uma oficina do Gestar II com as cursistas de Gouveia. O encontro aconteceu às 8h na Escola Estadual Joviano de Aguiar.
Iniciamos com uma mensagem de texto “As tarefas da educação de Rubens Alves.” Como estávamos sem o  data show nesse dia, entreguei a cópia do texto xerocado para que cada cursista pudesse ler. Após a leitura, refletimos e chegamos à conclusão do tamanho da responsabilidade em lidarmos com essas “ferramentas preciosas” que são nossos alunos. No segundo momento voltamos um pouco nos depoimentos da TP3 unidade 11/12, pelo motivo de faltarem algumas cursistas no encontro passado e quanto às outras que compareceram, o tempo foi pouco para tanto debate. Decidi que iria dar a oportunidade de todas relatarem suas experiências. Foi muito válido, pois a professora Adriana me chamou  muita a atenção do relato com seus alunos. Segundo ela, o dia que foi aplicar a prova diagnóstica, solicitada pela nossa coordenadora Guiana, foi um alvoroço na sala, porque os alunos não queriam fazer a prova e sim oficinas como a anterior. Apesar de ser uma turma agitada e difícil, ela combinou com os alunos que fariam então a prova no dia seguinte, e aproveitou para fazer o avançando na prática da unidade 11/12 da TP3. Os alunos ficaram felizes e já foram preparando em grupos para confeccionarem os cartazes. Como disse ela, “foi uma revelação para mim.” Pois nem acreditei que sairia tanto trabalho bom. Ficaram perfeitos, e o mais interessante para os alunos foi porque eles sentiram lisonjeados por uma professora de ciências “Cidinha” ter pedido para xerocar a receita... isso foi tudo .Colocaram os cartazes na escola para que todos pudessem ver e apreciar o trabalho deles. Foram muitos os elogios. Fiquei super feliz, pois é o Gestar II sendo aplicado e obtendo resultados surpreendentes, mesmo as turmas difíceis estão adorando as oficinas, para eles tudo é novidade. As outras professoras, algumas levaram as pastas, outras estão terminando o trabalho, pois irão fazer um júri simulado e os alunos querem que tudo saia perfeito. Pediram a professora Desirê para dar um tempinho, pois iriam procurar advogados para instruí-los. A professora Sílvia e Jaqueline fez o mesmo trabalho na sua Escola Estadual Aurélio Pires e acharam um sucesso. Os alunos defenderam e acusaram tão bem que ela e o júri tiveram dificuldade em decidir quem sairia o vencedor. “O advogado de defesa ou acusação”. Eles souberam argumentar tanto que se tornou complicado a decisão. Mas como ela mesma disse foi um simulado, então deu por empate. Ela relatou que foi excelente o trabalho, que ficou admirada de uma aluna que simulou sendo advogada, disseram que ela usava termos, expressões tão ricas. Talvez tenha sido instruída pela mãe que é advogada. “Ah foi um texto tirado do livro do 7º ano “A doida”“. ”Português Linguagens”. P. 118/119120. Todos os alunos participaram de alguma forma. A Juliana e Andréia também relataram, só questionaram o pouco tempo para aplicar as oficinas. Trarão os portifólios no próximo encontro, pois faltam ainda colocar fotos dos alunos.
No terceiro momento iniciamos a TP4, unidade 13/14 e 15 e 16 por estarmos atrasadas.
Começamos nossa conversa apresentando os conceitos individuais das cursistas sobre Letramento e Alfabetização. Para ser letrado, é preciso ser alfabetizado? A Sílvia como participa do GDP da escola e o assunto é esse, ela expôs de forma tão clara que mesmo quem não soubesse entenderia, mas não foi o caso das nossas cursistas, pois todas saíram muito bem e falaram sobre o assunto de forma segura. Finalizamos com a seguinte colocação: ”Letrado não significa ser alfabetizado, mas ter a capacidade de ler o mundo”; “ser letrado é ter a capacidade de transpor conhecimento, de aplicá-lo”; “no letra mento há a utilização da escrita, de acordo com a função social dela, e o alfabetizado tem domínio da escrita.”.
Conclui-se então que ser letrado é como dito, ter a habilidade de ler o mundo, mesmo que não se tenha passado pelo processo de alfabetização na escola.
Foi pedido por mim que elas abrissem a TP4. Comentamos a lição de casa, o ampliando referência e discutimos algumas páginas com; P.46,49; 56 67,97. Como o tempo foi pouco para tantas discussões, deixamos os relatos dos avançando na prática para o próximo encontro. Até lá então...
OBS: No próximo encontro falaremos das oficinas das unidade 13/14 e 15/16.








OBS: Foi servido um lanche para as cursistas de português e matemática oferecido pela diretora Alice da escola Aurélio Pires. Na nossa cidade as diretoras são muito dedicadas, principalmente referindo os cursos que sejam para o crescimento dos nossos alunos. Cada encontra uma diretora oferece o lanche. A nossa secretária de educação já ofereceu, a Dione da escola Joviano de Aguiar. Agora no próximo encontro será a Diretora Mariléia da escola Mata machado... ( aguardo viu Marileia?)( rsrsrsrsrs ) .

2º ENCONTRO DO GESTAR II EM MONTES CLAROS...

Oficina prática realizada na 2ª Formação do GESTAR : QUEIJO À MINEIRA: MUDANÇAS Seu moço, preste atenção pra história que vou contá Envolve um monte de genti que quer fazer pra rebentá Minha cumade veio falano de um tar de curso do Gestar que era danado de bão qui nem queijo com goiabada. Só mesmo ino lá pra ver pra "passar o trem a limpo" pois mesmo na minha simplicidade eu sei valorizá os estudo dus mininu e o resultado que vai dá. A educação pra mim é como um queijo que acabaram de roubá e pelo faro nós vai buscá. Prus caminhos do Gestar nós devemos levar abriantando a sala de aula pra que isso tudo possa entrar: EXPECTATIVA, ESPERANÇA COMPROMISSO E INOVAÇÃO, RESPONSABILIDADE E MELHORIA E O PRINCIPAR: É A MUDANÇA! Nas muitas pontes caino nós temos que pulá deixando o medo de lado pro Gestar continuar. Uai sô! É só as atividades, o professor elaborá pois agora é qui tamu com a faca e o queijo na mão! Texto elaborado por Amanda, Betânia, Sheila, Sumara e Zenilca na dinâmica com o livro "Quem mexeu no meu queijo" - Spencer Johnson

sexta-feira, setembro 18, 2009

...ASSUNTO DO NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO.'LETRAMENTO". LEIA E REFLITA...

LETRAMENTO VOCÊ PRATICA? No Brasil o problema do analfabetismo, da evasão escolar, assim como dos que não tiveram oportunidade de se apropriar do saber da leitura e escrita ainda é muito latente. Infelizmente nosso país possui um número significativo de pessoas que não adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada. Um pouco de História Este vocábulo ainda é muito recente e, por isso, pouco dominado pelos educadores. Os lingüistas definiram este termo há menos de 20 anos, a partir de então é que ele começou a surgir no sistema educacional. Há muito tempo se sabe da preocupação das pessoas com relação a falta do domínio da leitura e da escrita (não saber ler e escrever). Com o objetivo de erradicar este problema surgiu entre os pesquisadores o termo analfabetismo. Para a condição daquele que de alguma forma sabe ler e escrever, mas que atende às demandas sociais, não havia um termo que o designasse, assim surgiu o termo LETRAMENTO. Definindo LETRAMENTO O LETRAMENTO é um fenômeno de cunho social que denota o estado ou condição em que um indivíduo ou sociedade obtém como resultado de Ter-se apropriado de um sistema de grafia. Diferenciando LETRAMENTO de ALFABETIZAÇÃO Alfabetização - ato de adquirir a escrita, seja por um único indivíduo ou um grupo; Letramento - se preocupa com a sociedade como um todo, inserida num contexto histórico. Cultivar e exercer práticas sociais utilizando-se da escrita. Na realidade estes dois processos estão intimamente ligados, na maioria dos casos se funde num processo só. Uma certa confusão ainda permeia estes conceitos, na prática, pois se acreditamos que a alfabetização não é estanque mas, contínua, poderíamos dizer também que isto já é letramento. Não existe uma ordem específica para que eles ocorram, especialmente quando consideramos que todo indivíduo possui um grau de letramento. Cabe ao educador fazer uso do conhecimento nato do mundo que o educando traz consigo e sua respectiva relação com a palavra falada e a língua escrita, assim poderá se ALFABETIZAR LETRANDO. O papel do PROFESSOR-LETRADOR "Aprender é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem a abertura ao risco e à aventura do espírito" (Paulo Freire) O momento mais importante para esta prática é a reflexão contínua sobre a própria atuação. Quanto maior a exigência do educador consigo mesmo mais crítica sua prática se tornará e, consequentemente mais rica e proveitosa tanto para si quanto para os educandos. O professor deve acreditar na construção de saberes e de conhecimentos para o desenvolvimento humano, um benefício para a cooperação, levando os educando a criação de seus próprios conceitos e conhecimentos. O professor deve ser capaz de interferir na realidade social para provocara construção de novos conhecimentos. O letramento não está restrito ao sistema escolar. Para o professor ser um LETRADOR, obviamente não pode aceitar conhecimentos cristalizados, não pode se fazer de inatingível, mas acreditar que o conhecimento nunca se completa esta é a base pois assim é que se dá o LETRAMENTO. Alguns passos fundamentais Investigar as práticas sociais (cotidiano) do aluno. Adequar à sala de aula e aos temas e conteúdos propostos; Planejar ações que visem ensinar muito mais para que serve a linguagem, e sua utilidade para o aluno; Desenvolver através de todos os tipos de leitura e produções textuais, formas de se comunicar, entendendo o que se passa e se fazendo entender pela sociedade; Incentivar os alunos a praticarem leitura, desde sua base inicial (pseudo-leituras), de forma criativa, autônoma, crítica e ativa Respeitar o que o aluno já conhece; Não ser julgativo, mas desenvolver uma metodologia avaliativa e sensível, atento para as diversidades epluraridades, considerando as variedades de discursos e linguagens; Avaliar de forma individual, mantendo as peculiaridades; Trabalhar a percepção dos próprios valores dos alunos, promovendo auto-estima, cooperação e alegria de conviver em sociedade; Ser professor aprendiz, desenvolvendo muito mais que o intelecto; Reconhecer a importância do letramento, desde a pré-escola, abandonando qualquer método mecânico e repetitivo. BIBLIOGRAFIA: FREIRE, Paulo; DONALDO, Macedo. Alfabetização: leitura da palavra e leitura do mundo. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1990. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 20

quarta-feira, setembro 16, 2009

Recado para você cursista...

Encontro na E.E.Joviano de Aguiar às 8h... Não esqueça de levar a TP4 - AA4 - com todas as atividades feitas da TP4 - unidade 13/14. Comentaremos sobre as unidades e as atividades... Coloque em dia as atividades anteriores... No final do curso olharei o livro para avaliar... Não deixe para o final , pois acumulará muita coisa. Aguardo você , ok? Não falte , sua presença é muito importante... Beijos Sumara Kênia