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sexta-feira, dezembro 04, 2009

TP06 - UNIDADES 23 E 24...

OFICINA 12: Da produção de textos à literatura para adolescentes.





Nossa última oficina da TP6 aconteceu na E.E.Joviano de Aguiar às 17h do dia 03/12/2009 e teve início com a leitura e reflexão do texto “Reciclagem da Vida”. Cada cursista, apresentou seu ponto de vista sobre o texto e suas considerações sobre a vida e a carreira profissional. Esta troca de impressões é muito valiosa para o trabalho do Gestar II. Primeiro, precisamos conhecer a pessoa,para, num segundo momento conhecermos o profissional.



No primeiro momento, avaliamos o estudo da referida TP6 e entendemos ser de relevada importância o seu conteúdo devido ao fato da questão “Revisão e edição” de textos ser o nosso maior entrave. A TP esclareceu alguns pontos e as discussões com os cursistas na oficina abriram espaços para troca de experiências bem sucedidas, dificuldades encontradas e levantamento de questões que julgamos importantes. 
Cada cursista apresentou uma forma particular de lidar com a produção textual do aluno. Os relatos apontaram soluções para alguns casos: fragmentar o texto do aluno, com o seu consentimento, levá-lo a público e proceder a uma revisão coletiva surte efeito momentâneo, mas a longo prazo, não se percebe o resultado. Revisar o texto do aluno em sua carteira exige um desdobramento quase mágico, tendo em vista a quantidade de alunos em sala aguardando a sua vez.Nas turmas menores esta prática se torna inviável, pois a falta de maturidade e até de paciência, levam os alunos a
 uma inquietação constante.



Percebemos que há uma dúvida generalizada com relação à correção e revisão do texto, uma vez que não há técnicas nem metodologias que atendam à classe de maneira abrangente. O máximo que conseguimos fazer é revisar (com o aluno) o seu texto e de mais alguns. Ficam sempre textos importantes que mereceriam uma assistência maior e um método que fizesse com que o aluno apreendesse para o futuro, o que, muitas vezes não ocorre.



As estratégicas utilizadas para revisão e edição de textos em nossas escolas nem sempre são eficazes, pois nunca atendem à complexidade e diversidade das produções individuais dos alunos. Quando desenvolvemos uma atividade de produção coletiva, é mais fácil desenvolvermos um método de revisão porque os problemas parecem iguais. Quando se trata, porém, de textos individuais, o problema de um aluno pode não ser do outro. Essa revisão, portanto, leva tempo, e nem sempre o aluno apreende o conhecimento necessário para posteriormente produzir com mais qualidade. Esta revisão é muito mais paliativa e momentânea do que eficaz e duradoura. sem contar que é humanamente impossível atender a todos com o tempo escaso e o acúmulo de atividades nas nossas escolas.



A revisão textual é importante para o processo de letramento e contribui para que o aluno perceba os elementos de coesão e coerência possa fazer uso deles sempre que necessitar.



Como corrigir e revisar o texto do aluno? Como fazer deste mesmo aluno, um ser consciente desse processo? O que fazer para que ele tenha uma produção textual cada vez melhor estruturada e com menos problemas ortográficos e de coesão? Não temos fórmulas. Respostas, algumas. Tentativas, inúmeras. Umas vão dando certo ao longo do processo. Outras vão sendo descartadas à medida que novas ideologias vão aparecendo e se fortalecendo.



Ouvindo os cursistas do nosso município pude perceber esta angústia. Apesar de analisarem os textos dos alunos, quase sempre a revisão é feita por amostragem, o que não “resolve” problemas como ortografia, acentuação, concordância verbal e nominal e outros elementos estruturais importantes. Vemos no trabalho de análise, reflexão, pesquisa e prática diferenciada do Gestar II, em especial, nesta parte do programa, uma proposta para ser desenvolvida a longo prazo. Não dá para percebemos agora os resultados da forma como desejamos.



A realidade de nossas salas de aula ainda não possibilita uma revisão textual coerente e significativa tendo em vista a quantidade de alunos em sala e de textos que, normalmente são levados para casa para uma análise, prática que, talvez não alcance nossos reais objetivos no processo de revisão.



Marcar o texto do aluno ainda é prática de muitos professores, mas entendemos que esta atitude ainda não resolve os problemas existentes. Corrigir o texto e devolvê-lo ao aluno pode deixá-lo constrangido e com baixa auto-estima, além de deixar o problema estagnado. Para o professor talvez seja importante, pois ele percebe em que estágio de aprendizagem o aluno está para avaliar e tomar as devidas providências.



A revisão do texto, de acordo com depoimentos de nossos cursistas ainda é uma incógnita, pois cada um faz do jeito que acha melhor sem contudo, tornar o aluno mais crítico, mais leitor e mais preparado para futuras e bem elaboradas produções.



Foi uma discussão acirrada, exatamente pelo fato de ser polêmica enão estar fechada em seus conceitos e métodos.



Após esta reflexão, os cursistas apresentaram trabalhos realizados pelos alunos e pudemos perceber que, apesar de problemas na produção, o desenvolvimento dos alunos tem melhorado gradativamente.



Quando ao trabalho com literatura para adolescentes, fizemos alguns questionamentos. Ainda há a prática de determinar títulos a serem lidos pelos alunos e propostas de avaliação que vão desde fichas de leitura até questionários para serem cobrados m provas. Tudo ainda é válido, mas não podemos nos esquecer de que para despertar o gosto pela leitura, a escola precisa encontrar alternativas que desperte, nos adolescentes, a leitura pelo prazer.



A TP6 sugere (e muitos professores já fazem assim) que a leitura seja um momento de busca pela satisfação e prazer de ler. É claro que nem tudo na vida é prazeroso e a leitura pode ser torturante quando não é bem direcionada. Mas os professores têm buscando formas de tornar a prática de leitura de livros literários um momento diferente, criativo, prazeroso e que tenha efeitos questionadores e reflexivos. Apresentaram mais de 20 sugestões de obras e suas experiências em sala de aula, despertando nos colegas o desejo de ler. Entre as sugestões dadas, citaremos algumas: dividir o livro em capítulos de modo que cada equipe leia uma parte. No dia da apresentação, uma equipe completará a seqüência. Todos desejarão ouvir para saberem o desfecho do livro. Sugeriram ainda a apresentação do livro em forma de teatro. Deixar que os alunos escolham o livro que desejarem também foi uma experiência bem sucedida. A forma de “cobrar” esta leitura pode variar. É só deixar a criatividade funcionar.



O estudo da TP 6 foi muito rico e deu um suporte bastante significativo para a nossa prática de leitura, produção e revisão de textos. Por aqui findamos o trabalho com as TPS, mas com certeza continuaremos com a proposta do gestar II no ano que vem.Foi um aprendizado e uma experiência e tanto para mim e minhas cursistas...




OBS: Neste dia , infelizmente minha máquina pifou  logo na hora das fotos e foi impossível tirar fotos...( mas tudo bem , o importante é que aconteceu e foi muito gratificante essa unidade.)


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