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sexta-feira, fevereiro 04, 2011


 

atividade com texto - classes de palavras e análise sintática

O Homem e os animais

Nos últimos anos, a convicção de que a companhia dos animais é benéfica ao homem adquiriu um fundamento cientifico. Sua presença alivia a solidão e o abatimento de seus donos, serve-lhes de estímulo para cuidar de si próprios e para realizar todo tipo de atividade quotidiana útil. A companhia de um animal reduz a ansiedade e as tensões porque se converte no centro de atenções e traz um sentimento de segurança. Além disso, o animal pode contribuir para que o dono se mantenha em boa forma física ou que a melhore, ao dar-lhe motivação para fazer exercícios.
(E. Friedmann. Em O correio da Unesco. Rio de Janeiro, Funbdação Getúlio Vargas, abr. 1988)

1. Separe as orações do primeiro período do texto e classifique-as.

2 Dê a função sintática dos termos destacados em cada trecho:

a) "... a companhia dos animais é benéfica ao homem...

companhia

benéfica

ao homem

b)"Sua presença alivia a solidão e o abatimento de seus donos..."

sua

solidão

de seus donos

c)"... o animal pode contribuir para que o dono se mantenha em boa forma física ou que a melhore, ao dar-lhe motivação para fazer exercícios."

dono

a

lhe

3. Dê os verbos correspondentes aos seguintes substantivos.

convicção

exercício

companhia

Retire os advérbios de intensidade das frases, junto com a palavra a que eles se referem, classicando-a em verbo, adjetivo ou advérbio.
a) Ficamos profundamnete gratos pela ajuda.
b) Aquele professor explica muito bem.
c) Ela é menos bonita que a rimã.
d) Aquela senhora viaja bastante.
e) Celina está meio confusa com a situação.
f) Pedi que eles saíssem bem depressa.

2) Identifique a ideia que o advérbio em destaque acrescenta ao verbo:
a) Eles não foram ao circo.
b) O menino corre mais rápido que você.
c) Hoje fez muito frio!
d) Fiquei aqui te esperando.

3)Qual das frases abaixo contem advérbios com a idéia de dúvida?
a) Provavelmente ela irá chegar amanhã. ( )
b) Com certeza ela irá chegar amanhã. ( )

4) Quais das frases abaixo contem advérbios com a idéia de afirmação:
a) Certamente eles irão jogar mais animados. ( )
b) Hoje eu não tenho que ir pra aula. ( )

5. Nos períodos a seguir, as orações em negrito são todas subordinadas adverbiais. Classifique-as
de acordo com a ideia que transmitem:
Temporal – (ideia de tempo)
Final – (finalidade)
Comparativa – (comparação)
Causal – (causa)
Condicional (condição)
Conformativa ( um fato ocorre de acordo com outro)
Consecutiva (consequência)
Concessiva ( indica uma exceção)
Proporcional ( aumento ou diminuição compatível com outro aumento ou diminuição)
1.A reportagem saiu no jornal conforme determinou o redator.
2.Comprei o jornal para que Ana visse a foto.
3.Sabrina come como um passarinho.
4.Faça o trabalho como eu orientei.
5.A tristeza aumentava à medida que os dias passavam.
6.Bebo água porque tenho muita sede.
7. O velhinho teve uma fratura quando caiu.
8. Ele caiu porque escorregou no chão molhado.
9. Maria estava feliz, tanto que ria sem parar.
10. Você fala tanto que me deixa atordoado.
11. Fui ao jogo embora não goste de tênis.
12. Eu o agradeceria muito se o encontrasse.

Reescreva as frases, transformando as locuções adjetivas em adjetivos simples.

a) Fomos passear num dia de sol._________________________________________
b) Vimos a paisagem da lua nesse filme.________________________________
c) Todos gostam de uma palavra de carinho._____________________________
d) A higiene do corpo é importante para nossa saúde.________________________________________
e) A bandeira do Brasil é bonita.____________________________
f) Estudo no período da manhã______________________________
g) Fui ver uma peça de teatro._______________________________

2.Relacione os adjetivos abaixo com as locuções adjetivas correspondentes.

(a) pluvial (b) campestre (c) bovina
(d) cardíaco (e) fluvial (f) marítima

( ) Água de rio
( ) Flor do campo
( ) Músculo do coração
( ) Carne de boi
( ) Orla do mar
( ) Água de chuva

Substitua as palavras destacadas por adjetivos pátrios equivalentes.

a) Os jogadores do Brasil e da Noruega entraram em campo.
b) O governo do Egito permitiu a entrada de turistas.
c) O embaixador da Grécia visitou o presidente de Israel.
d) Esses cantores do Nordeste apresentaram-se na televisão.
e) Esses músicos da Alemanha foram muito aplaudidos.
f) O tema dos debates foi a economia dos Estados Unidos e a política da Europa.

Retire do trecho abaixo todos os pronomes e classifique-os.
“Como uma máquina que depende do desempenho de cada uma de suas engrenagens para funcionar bem, os esportes coletivos comprovam que a chave para o sucesso passa pelo exaustivo e muitas vezes anônimo trabalho solidário.”
 Valéria Riet   0 comentários Links para esta postagem

PEQUENO DICIONÁRIO DE INTERPRETAÇÃO

A - Atenção ao ler o texto é fundamental.
B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.
C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indecifrável.
- Contexto: é o conjunto de idéias que formam um texto ---> o conteúdo. 
D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.
E - Erros de Interpretação:
• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.
• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a idéia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.
• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.
F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.
G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretável. Portanto, estude-a bastante.
H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.
I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da idéia principal.
• Intertexto: são as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do autor .
J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.
L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.
M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto informa qual a intenção do autor.
N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pronomes relativos e as conjunções.
O – Observação: se você não é bom observador, comece a praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada à atenção. 
• OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRETAÇÃO. 
P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das provas.
Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode estar aqui.
R – Roteiro de Interpretação 
S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o significado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos, denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar o significado da palavra e do contexto.
IMINENTE ---> EMINENTE
T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS (ASSUNTO) ORGANIZADAS(ESTRUTURA). 
- INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO
U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às questões de acordo com o escritor.
V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhecimento.
X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o suficiente: é necessário raciocinar.
Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação. Portanto, informe-se 


Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são necessários:

a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central;
b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;
c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a idéia central;
d) identificar as objeções à idéia central;
e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilustração da idéia central; 
f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas; 
g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;
h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto;
i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, estará situada na introdução, na conclusão, ou no título;
j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localizada, normalmente, no corpo do texto.



Trabalhar e identificar a argumentação na propaganda



Você pode escolher esta imagem ou escolher outras. Pode inclusive deixar que os alunos tragam suas próprias imagnes.

Defendendo idéias
Objetivo: Identificar as marcas de argumentatividade na organização dos textos de propaganda.

Quando desejamos convencer alguém sobre a importância de um produto ou de uma
informação, utilizamos o recurso da propaganda. Observe a propaganda a seguir e responda:

1) O que a propaganda divulga?
2) Qual foi a imagem utilizada no anúncio? Por que o anunciante escolheu essa
imagem?
3) O que o texto verbal diz ao leitor?
4) O que há em comum entre a imagem e o texto do anúncio?

Obs.: Solicitar aos alunos que observem atentamente a
imagem da propaganda. Ajude-os a observar os detalhes da imagem e a associá-los ao texto verbal do anúncio.
Antes de iniciar o exercício de interpretação da propaganda, proponha um debate
sobre as informações percebidas pelos alunos na primeira leitura.

Gramática com textos: 7º ano - pronomes pessoais e possessivos

Bloco de Conteúdo
Análise e reflexão sobre a língua e a linguagem
Mais sobre gramática
GRAMÁTICA COM TEXTOS:
·                            SÉRIE COMPLETA
6º ANO
·                            Pretérito perfeito e imperfeito
·                            Presente do indicativo
·                            Futuro do presente
·                            Subjuntivo e imperativo
7º ANO
·                            Pronomes pessoais e possessivos
·                            Período simples e ordem direta
·                            Complemento verbal
·                            Complemento nominal
8º ANO
·                            Pronomes como elementos coesivos
·                            Sinônimos, hiperônimos e hipônimos
·                            Ponto final, ponto e vírgula e dois pontos
·                            Vírgula
9º ANO
·                            Coordenação e subordinação de períodos
·                            Construções contrastivas no discurso argumentativo
·                            Relações causais e explicativas no discurso argumentativo
·                            Modalizadores do discurso
Introdução 
Esta é a quinta de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série.
Objetivos 
Analisar o foco narrativo presente no texto
“O Negrinho do Pastoreio” e relacioná-lo às pessoas do discurso; 
perceber os elementos envolvidos na narrativa
– foco narrativo e a consequente escolha de pronomes pessoais, oblíquos e possessivos; 
realizar a modificação da pessoa do discurso e alteração da conjugação verbal; 
utilizar os pronomes pessoais como substitutos do nome no interior de um texto; 
utilizar os pronomes pessoais retos e oblíquos e dos pronomes possessivos correspondentes. 

Conteúdos 
Foco narrativo; 
conjugação verbal; 
pronomes pessoais, oblíquos e possessivos. 

Ano 
7º ano 

Tempo estimado 
Cinco aulas 

Material necessário 
Texto “O Negrinho do Pastoreio” In: PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. 

Desenvolvimento 

1ª etapa 
Leia para os alunos o conto
“O Negrinho do Pastoreio”.
O Negrinho do Pastoreio
Na época da escravidão, vivia no Sul do Brasil um meigo menino negro. Seus pais tinham sido vendidos para uma fazenda e ele para outra, portanto ele cresceu sozinho, trabalhando nos pastos do patrão. Ninguém sabia o nome que os pais haviam lhe dado e, como ele cuidava muito bem dos animais do pasto, todos o chamavam de Negrinho do Pastoreio. 

Negrinho montava com tanta habilidade que alguns diziam que na verdade ele era filho de um saci. Mas o menino não gostava disso. Ele era muito amigo do padre da fazenda e acreditava piamente na bondade de Nossa Senhora, que considerava sua protetora. 

Certa noite, um garanhão que estava sob os cuidados dele desapareceu pelos pastos. Temendo ser castigado pelo dono da fazenda, Negrinho saiu na escuridão levando apenas uma vela e rezando para que Nossa Senhora o ajudasse. Suas súplicas foram atendidas. Quando já não aguentava mais andar, o menino viu pingos que caíram de sua vela se transformar numa linda fogueira e iluminar todo o campo. Ele sorriu, maravilhado. Assobiou chamando o animal, e o cavalo se aproximou lentamente, permitindo que Negrinho lhe pusesse as rédeas. 

Acontece que, no dia seguinte, o cavalo escapuliu mais uma vez. O dono das terras, impiedoso, simplesmente decretou a morte de Negrinho, como se fazia com os escravos que falhavam ao cumprimento de suas obrigações. Ordenou ao capataz que o levasse a um imenso formigueiro e lá o abandonasse, todo amarrado para que não pudesse fugir. Depois de ter obedecido à ordem do patrão, o capataz chorava de tanta tristeza, pois não conseguia se conformar em ter aplicado um castigo horrível daqueles no menino. 

Na manhã seguinte, decidiu que salvaria o menino mesmo que tivesse que morrer junto com ele. Correu até o local onde o havia deixado, certo de iria encontrá-lo bastante ferido. Mas qual não foi sua surpresa ao chegar: Negrinho estava de pé ao lado do cavalo, cercado por uma belíssima luz dourada e sem uma picada sequer. Olhou bem no fundo dos olhos do capataz e disse: 

- Agora vou partir. Obrigado por sua generosidade. Sei que seu coração é bom. E, sempre que você perder alguma coisa, chame por mim e, em companhia de Nossa Senhora, minha mãe querida, eu o ajudarei a encontrá-la. Diga isso a todas as crianças. Principalmente às que são distraídas. Eu serei o seu eterno protetor. 

Nesse instante, um bando de passarinhos o rodearam e o levaram para longe. E até hoje, naquela região, as pessoas que perderam objetos acendem velas para que o Negrinho as ajude a recuperá-los, dizendo: 

- Negrinho do Pastoreio, leve esta luz a Nossa Senhora, encontre para mim tudo o que já perdi. 

(História do folclore brasileiro) 
PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997.
Pergunte a eles se já conheciam a história do Negrinho do Pastoreio. Caso conheçam, pergunte qual a fonte desse conhecimento. Questione se gostaram da história. Ouça-os. 
Após essa introdução, mencione a escravidão negra no Brasil e assinale a importância dos negros na constituição da cultura de nosso país. Explique aos alunos o eixo das próximas aulas: o foco narrativo e os ajustes que ele exige do texto. 

Analise com a turma como a narrativa foi construída. Pergunte a eles quem conta a história. 
Caso não consigam dizer com precisão, leve-os a refletir sobre os mecanismos linguísticos. Pergunte se quem conta a história é o Negrinho do Pastoreio. Indague-os a razão da possível resposta negativa. Caso algum aluno assinale a presença do ele, reforce-a. 

2ª etapa 
Insista que, ao falar sobre o outro, nós usamos os pronomes da 3ª pessoa. Dê exemplos variados; use pequenas afirmações sobre fatos que estejam em pauta no cotidiano
– uma música polêmica, um técnico de futebol, as ações de um político. 

Em seguida, proponha aos estudantes a reescrita do conto, substituindo a terceira pessoa e a primeira pessoa, nos discursos diretos, pela presença do
“nós”. Dessa forma, o narrador será uma voz coletiva – os negrinhos do pastoreio. Antes de iniciar, discuta com os alunos o significado da primeira pessoa do plural, que inclui o eu e o outro. 

Dê alguns exemplos para o trabalho de reescrita. Construa coletivamente, no quadro, o primeiro parágrafo, pedindo que os alunos ditem o texto. Faça, com eles, os ajustes necessários
– conjugações verbais, pronomes pessoais retos e oblíquos e pronomes possessivos. 

O início poderá ficar assim: 

Na época da escravidão, vivíamos no Sul do Brasil. Éramos meninos negros. Nossos pais tinham sido vendidos para uma fazenda, e nós para outra, portanto crescemos sozinhos, trabalhando nos pastos do patrão. 

Alguns elementos, como a explicitação ou não do pronome pessoal do caso reto diante do verbo, podem ser objeto de escolha daquele que realiza a reescrita. 

Anote no quadro os pronomes pessoais retos, oblíquos e os pronomes possessivos correspondentes. Explique a função desses pronomes e, por meio de exemplos, faça os alunos perceberem que há uma correspondência entre a pessoa do discurso escolhida para uma narração e os pronomes pessoais retos ou oblíquos e os pronomes possessivos. 

3ª etapa 
Proponha aos alunos que, em dupla, continuem a reescrita do conto com a mudança do foco narrativo. Peça que cada dupla reescreva dois parágrafos. Divida o texto de modo que duas duplas reescrevam os mesmos parágrafos. Terminada a atividade, peça que os alunos se juntem com os colegas que estão com o mesmo trecho do texto, leiam os trabalhos conjuntamente e comparem com o que fizeram. 

4ª etapa 
Reúna os trabalhos da turma e proponha a leitura de todo o conto com as mudanças realizadas. Peça que cada grupo leia um parágrafo e faça as observações necessárias. 

5ª etapa 
Retome a sistematização dos pronomes pessoais e possessivos. Peça que os alunos levem para a classe a Gramática utilizada pela escola e faça junto com eles a leitura e a análise dos tópicos referentes aos pronomes pessoais retos e oblíquos e possessivos. Caso julgue interessante e pertinente, vale a pena mencionar o uso do pronome na primeira pessoa do plural na expressão
“Nossa Senhora”, utilizada para designar o nome de Maria, mãe de Jesus, no conto. Pergunte a eles quais as implicações semânticas desse uso. Isso é interessante, pois muitas vezes fazemos uso da língua, mas nos esquecemos das implicações subjacentes a ela. Permitir aos alunos esse exercício é uma maneira de instigar o interesse pela língua que falamos. 

Avaliação 
Como atividade avaliativa, proponha aos alunos que individualmente reescrevam as quadras populares abaixo, mudando o discurso da primeira pessoa do singular para a primeira pessoa do plural.
Quadras
1) 
Dois beijos tenho na boca 
Que jamais esquecerei 
O primeiro que me deste 
O primeiro que te dei. 

2) 
Eu amo a quem não me quer 
E desprezo a quem me ama 
Fujo de quem me procura 
Quero bem a quem me engana. 

3) 
A roseira quando nasce 
Toma conta do jardim 
Eu também ando buscando 
Quem tome conta de mim. 

AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000.
Quer saber mais?
Bibliografia
AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. 
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. 
PERINI, M. A . Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010. 

Trabalhar e identificar a argumentação na propaganda Você pode escolher esta imagem ou escolher outras. Pode inclusive deixar que os alunos tragam suas próprias imagnes. Defendendo idéias Objetivo: Identificar as marcas de argumentatividade na organização dos textos de propaganda. Quando desejamos convencer alguém sobre a importância de um produto ou de uma informação, utilizamos o recurso da propaganda. Observe a propaganda a seguir e responda: 1) O que a propaganda divulga? 2) Qual foi a imagem utilizada no anúncio? Por que o anunciante escolheu essa imagem? 3) O que o texto verbal diz ao leitor? 4) O que há em comum entre a imagem e o texto do anúncio? Obs.: Solicitar aos alunos que observem atentamente a imagem da propaganda. Ajude-os a observar os detalhes da imagem e a associá-los ao texto verbal do anúncio. Antes de iniciar o exercício de interpretação da propaganda, proponha um debate sobre as informações percebidas pelos alunos na primeira leitura. Gramática com textos: 7º ano - pronomes pessoais e possessivos Bloco de Conteúdo Análise e reflexão sobre a língua e a linguagem Conteúdo Aspectos gramaticais Mais sobre gramática GRAMÁTICA COM TEXTOS: • SÉRIE COMPLETA 6º ANO • Pretérito perfeito e imperfeito • Presente do indicativo • Futuro do presente • Subjuntivo e imperativo 7º ANO • Pronomes pessoais e possessivos • Período simples e ordem direta • Complemento verbal • Complemento nominal 8º ANO • Pronomes como elementos coesivos • Sinônimos, hiperônimos e hipônimos • Ponto final, ponto e vírgula e dois pontos • Vírgula 9º ANO • Coordenação e subordinação de períodos • Construções contrastivas no discurso argumentativo • Relações causais e explicativas no discurso argumentativo • Modalizadores do discurso Introdução Esta é a quinta de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série. Objetivos Analisar o foco narrativo presente no texto “O Negrinho do Pastoreio” e relacioná-lo às pessoas do discurso; perceber os elementos envolvidos na narrativa – foco narrativo e a consequente escolha de pronomes pessoais, oblíquos e possessivos; realizar a modificação da pessoa do discurso e alteração da conjugação verbal; utilizar os pronomes pessoais como substitutos do nome no interior de um texto; utilizar os pronomes pessoais retos e oblíquos e dos pronomes possessivos correspondentes. Conteúdos Foco narrativo; conjugação verbal; pronomes pessoais, oblíquos e possessivos. Ano 7º ano Tempo estimado Cinco aulas Material necessário Texto “O Negrinho do Pastoreio” In: PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. Desenvolvimento 1ª etapa Leia para os alunos o conto “O Negrinho do Pastoreio”. O Negrinho do Pastoreio Na época da escravidão, vivia no Sul do Brasil um meigo menino negro. Seus pais tinham sido vendidos para uma fazenda e ele para outra, portanto ele cresceu sozinho, trabalhando nos pastos do patrão. Ninguém sabia o nome que os pais haviam lhe dado e, como ele cuidava muito bem dos animais do pasto, todos o chamavam de Negrinho do Pastoreio. Negrinho montava com tanta habilidade que alguns diziam que na verdade ele era filho de um saci. Mas o menino não gostava disso. Ele era muito amigo do padre da fazenda e acreditava piamente na bondade de Nossa Senhora, que considerava sua protetora. Certa noite, um garanhão que estava sob os cuidados dele desapareceu pelos pastos. Temendo ser castigado pelo dono da fazenda, Negrinho saiu na escuridão levando apenas uma vela e rezando para que Nossa Senhora o ajudasse. Suas súplicas foram atendidas. Quando já não aguentava mais andar, o menino viu pingos que caíram de sua vela se transformar numa linda fogueira e iluminar todo o campo. Ele sorriu, maravilhado. Assobiou chamando o animal, e o cavalo se aproximou lentamente, permitindo que Negrinho lhe pusesse as rédeas. Acontece que, no dia seguinte, o cavalo escapuliu mais uma vez. O dono das terras, impiedoso, simplesmente decretou a morte de Negrinho, como se fazia com os escravos que falhavam ao cumprimento de suas obrigações. Ordenou ao capataz que o levasse a um imenso formigueiro e lá o abandonasse, todo amarrado para que não pudesse fugir. Depois de ter obedecido à ordem do patrão, o capataz chorava de tanta tristeza, pois não conseguia se conformar em ter aplicado um castigo horrível daqueles no menino. Na manhã seguinte, decidiu que salvaria o menino mesmo que tivesse que morrer junto com ele. Correu até o local onde o havia deixado, certo de iria encontrá-lo bastante ferido. Mas qual não foi sua surpresa ao chegar: Negrinho estava de pé ao lado do cavalo, cercado por uma belíssima luz dourada e sem uma picada sequer. Olhou bem no fundo dos olhos do capataz e disse: - Agora vou partir. Obrigado por sua generosidade. Sei que seu coração é bom. E, sempre que você perder alguma coisa, chame por mim e, em companhia de Nossa Senhora, minha mãe querida, eu o ajudarei a encontrá-la. Diga isso a todas as crianças. Principalmente às que são distraídas. Eu serei o seu eterno protetor. Nesse instante, um bando de passarinhos o rodearam e o levaram para longe. E até hoje, naquela região, as pessoas que perderam objetos acendem velas para que o Negrinho as ajude a recuperá-los, dizendo: - Negrinho do Pastoreio, leve esta luz a Nossa Senhora, encontre para mim tudo o que já perdi. (História do folclore brasileiro) PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. Pergunte a eles se já conheciam a história do Negrinho do Pastoreio. Caso conheçam, pergunte qual a fonte desse conhecimento. Questione se gostaram da história. Ouça-os. Após essa introdução, mencione a escravidão negra no Brasil e assinale a importância dos negros na constituição da cultura de nosso país. Explique aos alunos o eixo das próximas aulas: o foco narrativo e os ajustes que ele exige do texto. Analise com a turma como a narrativa foi construída. Pergunte a eles quem conta a história. Caso não consigam dizer com precisão, leve-os a refletir sobre os mecanismos linguísticos. Pergunte se quem conta a história é o Negrinho do Pastoreio. Indague-os a razão da possível resposta negativa. Caso algum aluno assinale a presença do ele, reforce-a. 2ª etapa Insista que, ao falar sobre o outro, nós usamos os pronomes da 3ª pessoa. Dê exemplos variados; use pequenas afirmações sobre fatos que estejam em pauta no cotidiano – uma música polêmica, um técnico de futebol, as ações de um político. Em seguida, proponha aos estudantes a reescrita do conto, substituindo a terceira pessoa e a primeira pessoa, nos discursos diretos, pela presença do “nós”. Dessa forma, o narrador será uma voz coletiva – os negrinhos do pastoreio. Antes de iniciar, discuta com os alunos o significado da primeira pessoa do plural, que inclui o eu e o outro. Dê alguns exemplos para o trabalho de reescrita. Construa coletivamente, no quadro, o primeiro parágrafo, pedindo que os alunos ditem o texto. Faça, com eles, os ajustes necessários – conjugações verbais, pronomes pessoais retos e oblíquos e pronomes possessivos. O início poderá ficar assim: Na época da escravidão, vivíamos no Sul do Brasil. Éramos meninos negros. Nossos pais tinham sido vendidos para uma fazenda, e nós para outra, portanto crescemos sozinhos, trabalhando nos pastos do patrão. Alguns elementos, como a explicitação ou não do pronome pessoal do caso reto diante do verbo, podem ser objeto de escolha daquele que realiza a reescrita. Anote no quadro os pronomes pessoais retos, oblíquos e os pronomes possessivos correspondentes. Explique a função desses pronomes e, por meio de exemplos, faça os alunos perceberem que há uma correspondência entre a pessoa do discurso escolhida para uma narração e os pronomes pessoais retos ou oblíquos e os pronomes possessivos. 3ª etapa Proponha aos alunos que, em dupla, continuem a reescrita do conto com a mudança do foco narrativo. Peça que cada dupla reescreva dois parágrafos. Divida o texto de modo que duas duplas reescrevam os mesmos parágrafos. Terminada a atividade, peça que os alunos se juntem com os colegas que estão com o mesmo trecho do texto, leiam os trabalhos conjuntamente e comparem com o que fizeram. 4ª etapa Reúna os trabalhos da turma e proponha a leitura de todo o conto com as mudanças realizadas. Peça que cada grupo leia um parágrafo e faça as observações necessárias. 5ª etapa Retome a sistematização dos pronomes pessoais e possessivos. Peça que os alunos levem para a classe a Gramática utilizada pela escola e faça junto com eles a leitura e a análise dos tópicos referentes aos pronomes pessoais retos e oblíquos e possessivos. Caso julgue interessante e pertinente, vale a pena mencionar o uso do pronome na primeira pessoa do plural na expressão “Nossa Senhora”, utilizada para designar o nome de Maria, mãe de Jesus, no conto. Pergunte a eles quais as implicações semânticas desse uso. Isso é interessante, pois muitas vezes fazemos uso da língua, mas nos esquecemos das implicações subjacentes a ela. Permitir aos alunos esse exercício é uma maneira de instigar o interesse pela língua que falamos. Avaliação Como atividade avaliativa, proponha aos alunos que individualmente reescrevam as quadras populares abaixo, mudando o discurso da primeira pessoa do singular para a primeira pessoa do plural. Quadras 1) Dois beijos tenho na boca Que jamais esquecerei O primeiro que me deste O primeiro que te dei. 2) Eu amo a quem não me quer E desprezo a quem me ama Fujo de quem me procura Quero bem a quem me engana. 3) A roseira quando nasce Toma conta do jardim Eu também ando buscando Quem tome conta de mim. AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. Quer saber mais? Bibliografia AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. PERINI, M. A . Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010.


Gramática com textos: 7º ano - pronomes pessoais e possessivos Bloco de Conteúdo Análise e reflexão sobre a língua e a linguagem Conteúdo Aspectos gramaticais Mais sobre gramática GRAMÁTICA COM TEXTOS: • SÉRIE COMPLETA 6º ANO • Pretérito perfeito e imperfeito • Presente do indicativo • Futuro do presente • Subjuntivo e imperativo 7º ANO • Pronomes pessoais e possessivos • Período simples e ordem direta • Complemento verbal • Complemento nominal 8º ANO • Pronomes como elementos coesivos • Sinônimos, hiperônimos e hipônimos • Ponto final, ponto e vírgula e dois pontos • Vírgula 9º ANO • Coordenação e subordinação de períodos • Construções contrastivas no discurso argumentativo • Relações causais e explicativas no discurso argumentativo • Modalizadores do discurso Introdução Esta é a quinta de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série. Objetivos Analisar o foco narrativo presente no texto “O Negrinho do Pastoreio” e relacioná-lo às pessoas do discurso; perceber os elementos envolvidos na narrativa – foco narrativo e a consequente escolha de pronomes pessoais, oblíquos e possessivos; realizar a modificação da pessoa do discurso e alteração da conjugação verbal; utilizar os pronomes pessoais como substitutos do nome no interior de um texto; utilizar os pronomes pessoais retos e oblíquos e dos pronomes possessivos correspondentes. Conteúdos Foco narrativo; conjugação verbal; pronomes pessoais, oblíquos e possessivos. Ano 7º ano Tempo estimado Cinco aulas Material necessário Texto “O Negrinho do Pastoreio” In: PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. Desenvolvimento 1ª etapa Leia para os alunos o conto “O Negrinho do Pastoreio”. O Negrinho do Pastoreio Na época da escravidão, vivia no Sul do Brasil um meigo menino negro. Seus pais tinham sido vendidos para uma fazenda e ele para outra, portanto ele cresceu sozinho, trabalhando nos pastos do patrão. Ninguém sabia o nome que os pais haviam lhe dado e, como ele cuidava muito bem dos animais do pasto, todos o chamavam de Negrinho do Pastoreio. Negrinho montava com tanta habilidade que alguns diziam que na verdade ele era filho de um saci. Mas o menino não gostava disso. Ele era muito amigo do padre da fazenda e acreditava piamente na bondade de Nossa Senhora, que considerava sua protetora. Certa noite, um garanhão que estava sob os cuidados dele desapareceu pelos pastos. Temendo ser castigado pelo dono da fazenda, Negrinho saiu na escuridão levando apenas uma vela e rezando para que Nossa Senhora o ajudasse. Suas súplicas foram atendidas. Quando já não aguentava mais andar, o menino viu pingos que caíram de sua vela se transformar numa linda fogueira e iluminar todo o campo. Ele sorriu, maravilhado. Assobiou chamando o animal, e o cavalo se aproximou lentamente, permitindo que Negrinho lhe pusesse as rédeas. Acontece que, no dia seguinte, o cavalo escapuliu mais uma vez. O dono das terras, impiedoso, simplesmente decretou a morte de Negrinho, como se fazia com os escravos que falhavam ao cumprimento de suas obrigações. Ordenou ao capataz que o levasse a um imenso formigueiro e lá o abandonasse, todo amarrado para que não pudesse fugir. Depois de ter obedecido à ordem do patrão, o capataz chorava de tanta tristeza, pois não conseguia se conformar em ter aplicado um castigo horrível daqueles no menino. Na manhã seguinte, decidiu que salvaria o menino mesmo que tivesse que morrer junto com ele. Correu até o local onde o havia deixado, certo de iria encontrá-lo bastante ferido. Mas qual não foi sua surpresa ao chegar: Negrinho estava de pé ao lado do cavalo, cercado por uma belíssima luz dourada e sem uma picada sequer. Olhou bem no fundo dos olhos do capataz e disse: - Agora vou partir. Obrigado por sua generosidade. Sei que seu coração é bom. E, sempre que você perder alguma coisa, chame por mim e, em companhia de Nossa Senhora, minha mãe querida, eu o ajudarei a encontrá-la. Diga isso a todas as crianças. Principalmente às que são distraídas. Eu serei o seu eterno protetor. Nesse instante, um bando de passarinhos o rodearam e o levaram para longe. E até hoje, naquela região, as pessoas que perderam objetos acendem velas para que o Negrinho as ajude a recuperá-los, dizendo: - Negrinho do Pastoreio, leve esta luz a Nossa Senhora, encontre para mim tudo o que já perdi. (História do folclore brasileiro) PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. Pergunte a eles se já conheciam a história do Negrinho do Pastoreio. Caso conheçam, pergunte qual a fonte desse conhecimento. Questione se gostaram da história. Ouça-os. Após essa introdução, mencione a escravidão negra no Brasil e assinale a importância dos negros na constituição da cultura de nosso país. Explique aos alunos o eixo das próximas aulas: o foco narrativo e os ajustes que ele exige do texto. Analise com a turma como a narrativa foi construída. Pergunte a eles quem conta a história. Caso não consigam dizer com precisão, leve-os a refletir sobre os mecanismos linguísticos. Pergunte se quem conta a história é o Negrinho do Pastoreio. Indague-os a razão da possível resposta negativa. Caso algum aluno assinale a presença do ele, reforce-a. 2ª etapa Insista que, ao falar sobre o outro, nós usamos os pronomes da 3ª pessoa. Dê exemplos variados; use pequenas afirmações sobre fatos que estejam em pauta no cotidiano – uma música polêmica, um técnico de futebol, as ações de um político. Em seguida, proponha aos estudantes a reescrita do conto, substituindo a terceira pessoa e a primeira pessoa, nos discursos diretos, pela presença do “nós”. Dessa forma, o narrador será uma voz coletiva – os negrinhos do pastoreio. Antes de iniciar, discuta com os alunos o significado da primeira pessoa do plural, que inclui o eu e o outro. Dê alguns exemplos para o trabalho de reescrita. Construa coletivamente, no quadro, o primeiro parágrafo, pedindo que os alunos ditem o texto. Faça, com eles, os ajustes necessários – conjugações verbais, pronomes pessoais retos e oblíquos e pronomes possessivos. O início poderá ficar assim: Na época da escravidão, vivíamos no Sul do Brasil. Éramos meninos negros. Nossos pais tinham sido vendidos para uma fazenda, e nós para outra, portanto crescemos sozinhos, trabalhando nos pastos do patrão. Alguns elementos, como a explicitação ou não do pronome pessoal do caso reto diante do verbo, podem ser objeto de escolha daquele que realiza a reescrita. Anote no quadro os pronomes pessoais retos, oblíquos e os pronomes possessivos correspondentes. Explique a função desses pronomes e, por meio de exemplos, faça os alunos perceberem que há uma correspondência entre a pessoa do discurso escolhida para uma narração e os pronomes pessoais retos ou oblíquos e os pronomes possessivos. 3ª etapa Proponha aos alunos que, em dupla, continuem a reescrita do conto com a mudança do foco narrativo. Peça que cada dupla reescreva dois parágrafos. Divida o texto de modo que duas duplas reescrevam os mesmos parágrafos. Terminada a atividade, peça que os alunos se juntem com os colegas que estão com o mesmo trecho do texto, leiam os trabalhos conjuntamente e comparem com o que fizeram. 4ª etapa Reúna os trabalhos da turma e proponha a leitura de todo o conto com as mudanças realizadas. Peça que cada grupo leia um parágrafo e faça as observações necessárias. 5ª etapa Retome a sistematização dos pronomes pessoais e possessivos. Peça que os alunos levem para a classe a Gramática utilizada pela escola e faça junto com eles a leitura e a análise dos tópicos referentes aos pronomes pessoais retos e oblíquos e possessivos. Caso julgue interessante e pertinente, vale a pena mencionar o uso do pronome na primeira pessoa do plural na expressão “Nossa Senhora”, utilizada para designar o nome de Maria, mãe de Jesus, no conto. Pergunte a eles quais as implicações semânticas desse uso. Isso é interessante, pois muitas vezes fazemos uso da língua, mas nos esquecemos das implicações subjacentes a ela. Permitir aos alunos esse exercício é uma maneira de instigar o interesse pela língua que falamos. Avaliação Como atividade avaliativa, proponha aos alunos que individualmente reescrevam as quadras populares abaixo, mudando o discurso da primeira pessoa do singular para a primeira pessoa do plural. Quadras 1) Dois beijos tenho na boca Que jamais esquecerei O primeiro que me deste O primeiro que te dei. 2) Eu amo a quem não me quer E desprezo a quem me ama Fujo de quem me procura Quero bem a quem me engana. 3) A roseira quando nasce Toma conta do jardim Eu também ando buscando Quem tome conta de mim. AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. Quer saber mais? Bibliografia AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. PERINI, M. A . Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010. Gramática com textos: 7º ano - pronomes pessoais e possessivos Bloco de Conteúdo Análise e reflexão sobre a língua e a linguagem Conteúdo Aspectos gramaticais Mais sobre gramática GRAMÁTICA COM TEXTOS: • SÉRIE COMPLETA 6º ANO • Pretérito perfeito e imperfeito • Presente do indicativo • Futuro do presente • Subjuntivo e imperativo 7º ANO • Pronomes pessoais e possessivos • Período simples e ordem direta • Complemento verbal • Complemento nominal 8º ANO • Pronomes como elementos coesivos • Sinônimos, hiperônimos e hipônimos • Ponto final, ponto e vírgula e dois pontos • Vírgula 9º ANO • Coordenação e subordinação de períodos • Construções contrastivas no discurso argumentativo • Relações causais e explicativas no discurso argumentativo • Modalizadores do discurso Introdução Esta é a quinta de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série. Objetivos Analisar o foco narrativo presente no texto “O Negrinho do Pastoreio” e relacioná-lo às pessoas do discurso; perceber os elementos envolvidos na narrativa – foco narrativo e a consequente escolha de pronomes pessoais, oblíquos e possessivos; realizar a modificação da pessoa do discurso e alteração da conjugação verbal; utilizar os pronomes pessoais como substitutos do nome no interior de um texto; utilizar os pronomes pessoais retos e oblíquos e dos pronomes possessivos correspondentes. Conteúdos Foco narrativo; conjugação verbal; pronomes pessoais, oblíquos e possessivos. Ano 7º ano Tempo estimado Cinco aulas Material necessário Texto “O Negrinho do Pastoreio” In: PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. Desenvolvimento 1ª etapa Leia para os alunos o conto “O Negrinho do Pastoreio”. O Negrinho do Pastoreio Na época da escravidão, vivia no Sul do Brasil um meigo menino negro. Seus pais tinham sido vendidos para uma fazenda e ele para outra, portanto ele cresceu sozinho, trabalhando nos pastos do patrão. Ninguém sabia o nome que os pais haviam lhe dado e, como ele cuidava muito bem dos animais do pasto, todos o chamavam de Negrinho do Pastoreio. Negrinho montava com tanta habilidade que alguns diziam que na verdade ele era filho de um saci. Mas o menino não gostava disso. Ele era muito amigo do padre da fazenda e acreditava piamente na bondade de Nossa Senhora, que considerava sua protetora. Certa noite, um garanhão que estava sob os cuidados dele desapareceu pelos pastos. Temendo ser castigado pelo dono da fazenda, Negrinho saiu na escuridão levando apenas uma vela e rezando para que Nossa Senhora o ajudasse. Suas súplicas foram atendidas. Quando já não aguentava mais andar, o menino viu pingos que caíram de sua vela se transformar numa linda fogueira e iluminar todo o campo. Ele sorriu, maravilhado. Assobiou chamando o animal, e o cavalo se aproximou lentamente, permitindo que Negrinho lhe pusesse as rédeas. Acontece que, no dia seguinte, o cavalo escapuliu mais uma vez. O dono das terras, impiedoso, simplesmente decretou a morte de Negrinho, como se fazia com os escravos que falhavam ao cumprimento de suas obrigações. Ordenou ao capataz que o levasse a um imenso formigueiro e lá o abandonasse, todo amarrado para que não pudesse fugir. Depois de ter obedecido à ordem do patrão, o capataz chorava de tanta tristeza, pois não conseguia se conformar em ter aplicado um castigo horrível daqueles no menino. Na manhã seguinte, decidiu que salvaria o menino mesmo que tivesse que morrer junto com ele. Correu até o local onde o havia deixado, certo de iria encontrá-lo bastante ferido. Mas qual não foi sua surpresa ao chegar: Negrinho estava de pé ao lado do cavalo, cercado por uma belíssima luz dourada e sem uma picada sequer. Olhou bem no fundo dos olhos do capataz e disse: - Agora vou partir. Obrigado por sua generosidade. Sei que seu coração é bom. E, sempre que você perder alguma coisa, chame por mim e, em companhia de Nossa Senhora, minha mãe querida, eu o ajudarei a encontrá-la. Diga isso a todas as crianças. Principalmente às que são distraídas. Eu serei o seu eterno protetor. Nesse instante, um bando de passarinhos o rodearam e o levaram para longe. E até hoje, naquela região, as pessoas que perderam objetos acendem velas para que o Negrinho as ajude a recuperá-los, dizendo: - Negrinho do Pastoreio, leve esta luz a Nossa Senhora, encontre para mim tudo o que já perdi. (História do folclore brasileiro) PRIETO, H. Lá vem História: Contos do Folclore Mundial. São Paulo, Cia das Letrinhas, 1997. Pergunte a eles se já conheciam a história do Negrinho do Pastoreio. Caso conheçam, pergunte qual a fonte desse conhecimento. Questione se gostaram da história. Ouça-os. Após essa introdução, mencione a escravidão negra no Brasil e assinale a importância dos negros na constituição da cultura de nosso país. Explique aos alunos o eixo das próximas aulas: o foco narrativo e os ajustes que ele exige do texto. Analise com a turma como a narrativa foi construída. Pergunte a eles quem conta a história. Caso não consigam dizer com precisão, leve-os a refletir sobre os mecanismos linguísticos. Pergunte se quem conta a história é o Negrinho do Pastoreio. Indague-os a razão da possível resposta negativa. Caso algum aluno assinale a presença do ele, reforce-a. 2ª etapa Insista que, ao falar sobre o outro, nós usamos os pronomes da 3ª pessoa. Dê exemplos variados; use pequenas afirmações sobre fatos que estejam em pauta no cotidiano – uma música polêmica, um técnico de futebol, as ações de um político. Em seguida, proponha aos estudantes a reescrita do conto, substituindo a terceira pessoa e a primeira pessoa, nos discursos diretos, pela presença do “nós”. Dessa forma, o narrador será uma voz coletiva – os negrinhos do pastoreio. Antes de iniciar, discuta com os alunos o significado da primeira pessoa do plural, que inclui o eu e o outro. Dê alguns exemplos para o trabalho de reescrita. Construa coletivamente, no quadro, o primeiro parágrafo, pedindo que os alunos ditem o texto. Faça, com eles, os ajustes necessários – conjugações verbais, pronomes pessoais retos e oblíquos e pronomes possessivos. O início poderá ficar assim: Na época da escravidão, vivíamos no Sul do Brasil. Éramos meninos negros. Nossos pais tinham sido vendidos para uma fazenda, e nós para outra, portanto crescemos sozinhos, trabalhando nos pastos do patrão. Alguns elementos, como a explicitação ou não do pronome pessoal do caso reto diante do verbo, podem ser objeto de escolha daquele que realiza a reescrita. Anote no quadro os pronomes pessoais retos, oblíquos e os pronomes possessivos correspondentes. Explique a função desses pronomes e, por meio de exemplos, faça os alunos perceberem que há uma correspondência entre a pessoa do discurso escolhida para uma narração e os pronomes pessoais retos ou oblíquos e os pronomes possessivos. 3ª etapa Proponha aos alunos que, em dupla, continuem a reescrita do conto com a mudança do foco narrativo. Peça que cada dupla reescreva dois parágrafos. Divida o texto de modo que duas duplas reescrevam os mesmos parágrafos. Terminada a atividade, peça que os alunos se juntem com os colegas que estão com o mesmo trecho do texto, leiam os trabalhos conjuntamente e comparem com o que fizeram. 4ª etapa Reúna os trabalhos da turma e proponha a leitura de todo o conto com as mudanças realizadas. Peça que cada grupo leia um parágrafo e faça as observações necessárias. 5ª etapa Retome a sistematização dos pronomes pessoais e possessivos. Peça que os alunos levem para a classe a Gramática utilizada pela escola e faça junto com eles a leitura e a análise dos tópicos referentes aos pronomes pessoais retos e oblíquos e possessivos. Caso julgue interessante e pertinente, vale a pena mencionar o uso do pronome na primeira pessoa do plural na expressão “Nossa Senhora”, utilizada para designar o nome de Maria, mãe de Jesus, no conto. Pergunte a eles quais as implicações semânticas desse uso. Isso é interessante, pois muitas vezes fazemos uso da língua, mas nos esquecemos das implicações subjacentes a ela. Permitir aos alunos esse exercício é uma maneira de instigar o interesse pela língua que falamos. Avaliação Como atividade avaliativa, proponha aos alunos que individualmente reescrevam as quadras populares abaixo, mudando o discurso da primeira pessoa do singular para a primeira pessoa do plural. Quadras 1) Dois beijos tenho na boca Que jamais esquecerei O primeiro que me deste O primeiro que te dei. 2) Eu amo a quem não me quer E desprezo a quem me ama Fujo de quem me procura Quero bem a quem me engana. 3) A roseira quando nasce Toma conta do jardim Eu também ando buscando Quem tome conta de mim. AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. Quer saber mais? Bibliografia AZEVEDO, R. Armazém do Folclore. São Paulo: Ática, 2000. BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. PERINI, M. A . Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010.


Dicas para escrever um bom texto...


10 dicas para escrever um texto

escreverEscrever um texto não é tarefa fácil mas também não é nenhum “bicho de sete cabeças”. Também não é verdade que algumas pessoas não conseguem e jamais conseguirão escrever bem. Claro que alguns têm talento e outros não, mas há técnicas e dicas que se bem aproveitadas não irão decepcionar. Você não vai virar nenhum Stanislaw Ponte Preta da noite para o dia, mas pode melhorar muito sua forma de escrever.
Infelizmente todo mundo (mesmo quem não escreve bem) sabe quando o texto que está lendo é uma porcaria, então vale a pena caprichar para que os outros tenham prazer em ler o que você escreveu.
Eu não tenho a solução mágica, mas algumas dicas que podem ajudar:
1 – Comece a ler
Se a gente aprende por experiência própria também pode aprender com a experiência alheia. Comece com um livro de poucas páginas e sobre algum assunto interessante. Procure entre os autores recomendados, não arrisque nos desconhecidos. Alguns deles, apesar de terem escrito um livro, podem escrever pior que você e o que se pretende é melhorar e não adquirir vícios que você não tinha antes. Machado de Assis, Jorge Amado, estão entre os nomes que eu recomendaria. Leia um capítulo por dia (ou por semana, dependendo do seu tempo disponível) e preste atenção ao uso das palavras, à forma que descrevem o ambiente e os personagens, como constroem as frases, etc.
2 – Faça um resumo
Antes de começar a escrever faça um resumo, tome notas, enumere os assuntos que deseja abordar. Se for uma redação, enumere prós e contras, trace um “esqueleto” do que será o seu texto. Dessa forma você já terá uma ideia de como abordar o assunto principal.
3 – Ordene o texto
Como bem já dizia minha professora no primário: texto tem que ter começo, meio e fim. Se ficar indo e voltando vai deixar seu leitor zonzo e sem entender nada. Faça uma introdução (explicando o assunto central), desenvolva usando os tópicos do seu resumo e depois finalize, com uma conclusão.
Muitos textos bons acabam se perdendo porque não têm um final, acabam assim meio que no vazio, deixando a impressão de que o autor parou no meio para atender o telefone e depois esqueceu de terminar.
4 – Não use palavras que não conhece
Não caia na tentação de usar uma palavra só porque “rima”, soa bem ou você ouviu e achou bonita. Não é assim que seu texto causará boa impressão. Melhor ficar no feijão-com-arroz bem organizado que desembocar em terreno desconhecido e falar besteira.
Também não use palavras se não sabe a ortografia correta. Não arrisque e em caso de dúvida consulte antes um dicionário.
5 – Capriche na gramática
Não adianta escrever um texto bacana e bem organizado se estiver cheio de erros de gramática e ortografia. A maioria dos leitores cultos já abandona a leitura no primeiro parágrafo porque é muito chato encontrar um erro a cada parágrafo.
Escritores que cometem muitos erros perdem credibilidade. Pensamos: “se não sabe nem escrever, será que – pelo menos – sabe do que está falando?”
Se você não sabe, procure no dicionário, não assassine o português.
6 – Evite o uso de gíria e linguagem coloquial
Nem sempre o que falamos é o que escrevemos. Quando conversamos costumamos abreviar certas palavras, usar “cadê” no lugar de “onde está”. Na hora de escrever devemos caprichar um pouco mais, porque muitas pessoas lerão o texto e nem todas têm o mesmo nível cultural. Podemos escolher com quem falamos mas nunca sabemos ao certo quem irá ler o que escrevemos.
Se você conversa só com as pessoas do seu grupo, pode usar a linguagem que todos usam, mas na hora de escrever lembre-se que não serão apenas essas pessoas que lerão, então o que fica bacana dentro de um grupo pode até nem ser entendido fora dele.
7 – Evite frases muito longas
Quanto mais longa a sua frase, maior será a chance de você se perder e esquecer de fechar aspas, completar um pensamento lógico, continuar depois da vírgula de onde parou. E também maior será a chance de seu leitor ficar confuso, não entender absolutamente nada e parar por aí.
Tente usar frases diretas e curtas, seja o mais claro possível e evite frases com 3 linhas ou mais porque além de confundir o leitor, seu texto torna-se cansativo.
8 – Seja coerente
Procure dar o mesmo tom ao seu texto do início ao fim. Se começou criticando um filme, não vá elogiar no final. Se começou dizendo que a peça foi uma maravilha não vá contar depois que não via a hora de acabar.
Claro que esses são exemplos extremos, mas mais de uma vez li um texto e ao final não saberia dizer se era contra ou a favor.
9 – Saia de cima do muro
Se for expressar algo contra, muna-se de argumentos lógicos. O mesmo se for a favor. Caso não seja contra nem a favor, muito antes pelo contrário, apresente argumentação contra e a favor e deixe que o leitor se decida.
Qualquer que seja o seu estilo (tomando partido ou sendo neutro) deixe isso claro já no início para não desapontar o leitor, que pode achar que lerá elogios rasgados ao seu cantor preferido e depois fica insatisfeito quando encontra um texto isento e distanciado de posicionamentos.
10 – Pouco é muito
Ao menos no início tenha em mente que quanto menos escrever, menos erros irá cometer. É bem melhor escrever um texto curto de 30 linhas que tenha coesão, seja claro e fácil de entender, do que escrever um montão de bobagens em 3 páginas e meia. Não vá com muita sede ao pote, vá acostumando-se e aventurando-se aos poucos.
E lembre-se: escrever – assim como dirigir, fazer tricô, nadar, jogar baralho, etc. – a gente aprende fazendo. A prática fará com que escreva cada vez melhor, portanto não desista na primeira tentativa frustrada. Escreva um pouco a cada dia, esteja sempre atento a novos assuntos e novas abordagens, procure combustível para seus textos em conversas, livros, televisão e tente aprender mais, sobretudo com seus erros.
Tenho certeza de que ainda lerei textos seus e pensarei: “Nossa, como essa pessoa escreve bem!”


atividade de interpretação

VIOLÊNCIA, TV E CRIANÇA:
O COMEÇO DE UMA NOVA ERA. SERÁ

Muita gente culpa os meios de comunicação por disseminar e incentivar, através de programas e notícias, a violência no mundo. A tevê então é a principal acusada deste malefício à sociedade.
Acontece que os meios de comunicação são considerados, por estas mesmas pessoas, como causa de alguma coisa e não reflexo e causa ao mesmo tempo, num processo interativo, como pessoalmente creio ocorrer. Quer dizer: a tevê não é a causa das coisas, das transformações, dos fatos. Não. Ela é veículo. É meio pelo qual as coisas, as transformações e os fatos chegam aos indivíduos.
Pois bem, é neste ponto que três temas passam a ser profundamente entrelaçados e discutidos, adquirindo a maior importância em qualquer sociedade: criança – violência e televisão.
As crianças, estas estão aí. No Brasil , sessenta por cento da população têm menos de vinte anos de idade, o que desde logo dá a devida magnitude do problema.
A violência também está aí mesmo. Com uma diferença: ao longo da história do mundo ela sempre esteve presente. Só que lá longe. Agora, graças aos meios de comunicação são as pessoas, em suas casas, as que estão presentes a ela. As gerações anteriores, para saber das guerras, ou as viam !idealizadas”, glamourizadas e heroicizadas no cinema, ou liam a respeito nos livros de história. Hoje, ninguém idealiza nada. Vê. Vê, via satélite. Não ouve falar dos horrores. Participa deles. Por outro lado, a violência aumenta em proporções assustadoras, tanto no resto do mundo como aqui bem perto, em cada esquina.
Pergunto eu: será só o incentivo à violência o resultado único desse processo de informação em escala mundial?
É preciso lembrar, por exemplo, que muito da campanha de opinião pública contra a guerra no Vietnã nos Estados Unidos deveu-se à cobertura instantânea da televisão. Nada é estático. O que divulga provoca também resistências. Hoje as pessoas deixaram de ter a violência como algo sempre distante, algo que “só acontece com os outros”. Todos estão ameaçados nesta bolota azul em que vivemos. Logo, repudiar a violência é tarefa comum.
Não é verdade, igualmente, que os meios de comunicação só disseminem a violência. Quem acompanha de boa-fé, assiste ao alerta diário destes meios contra todas as formas de violência e as ameaças de destruição tanto da terra quanto da espécie, no caso de persistirem as ameaças nucleares e as afrontas ecológicas.
Ninguém agüenta tensões prolongadas. A humanidade está podendo se ver a cada dia. Está podendo julgar e avaliar a que leva os seus desvarios. Está se conhecendo em seus máximos e em seus mínimos, em suas grandezas e em suas patologias, como nunca antes da televisão fora possível. Está secretando os anticorpos à violência e as atitudes necessárias a sua sobrevivência. Está consciente de que a ameaça é conjuntural. De que ou o homem se entende e redescobre o Direito estabelecendo seu primado, ou se aniquila: no macro do mundo ou no micro de cada comunidade.
E as crianças? Elas estão assistindo a tudo isso. Elas, por definição, são mais saudáveis, mais instintivas, mais purificadas. Ninguém vai lhes contar histórias sobre as guerras: elas as acompanharam. Sobre os atentados brutais: elas os vêem. E no segredo da sua psique, ainda plena dos instintos vitais, seguramente elaboram os mecanismos de defesa necessários à preservação da vida.
É analisando estes assuntos que me recordo de uma tese, estranha mas séria e digna de reflexão, de um amigo meu, médico, homem de idade, sabedoria e ciência. Diz ele que nunca como hoje a humanidade pôde conviver tão perto da loucura. Ela entra diariamente através dos noticiários, dos fatos e das imagens, enfim, da comunicação moderna. E acrescenta: só quando o ser humano aceitar conviver com seu lado louco ele começa a se aproximar da cura. Negar a loucura é tão louco quanto ela. Aceitá-la como dado desse eterno conflito em superação no caminho Absoluto que é o homem significa poder entrar em relação com a doença e só assim tratá-la, superá-la, dimensioná-la, aproveitar o fluxo de sua energia desordenada para a tarefa de reconstrução humana.
Desnecessário dizer que ele é psiquiatra. Como necessário é concluir o artigo dizendo: concordando ou não, sua tese merece reflexão. E perguntando com pavor: será mesmo necessário pagar um preço existencial tão alto para se ter esperança? Que ela venha com as crianças deste país que sei (por intuição) serão os pontais de uma civilização espiritualizada que há de emergir (já está começando) das cinzas da violência, se possível antes da generalização desta como única forma de resolver os conflitos e as diferenças entre os homens. Eros e Tanatos, sempre. Mas o amor é maior do que o ódio.

(Artur da Távola)


1) A idéia contida no primeiro parágrafo pode ser expressa também da seguinte forma:
( ) Apesar de não se aplicar à violência, os demais meios de comunicação divulgam e promovem a violência;
( ) Somente a televisão, entre os meios de comunicação, propaga e estimula a violência;
( ) É opinião do autor que principalmente a televisão noticia e difunde a violência;
( ) Segundo a opinião geral, a televisão, entre os meios de comunicação, é a grande responsável pela divulgação e estímulo à violência;
( ) Os meios de comunicação em geral, mais do que a televisão, prejudicam a sociedade, informando e expandindo a violência.

2) Por que, no Brasil, o problema da criança diante da violência veiculada pela televisão é mais grave que em outros países?

3) “A violência também está aí mesmo” (linha 14). A palavra sublinhada se refere:

( ) Ao Brasil; 
( ) À televisão;
( ) A todos os lugares;
( ) Aos noticiários;
( ) Às guerras atuais.

4) Segundo o autor, no quinto parágrafo, a violência sempre existiu. Explique, com suas palavras, a diferença de épocas passadas para os dias de hoje:

5) “Está secretando os anticorpos à violência” (linha 37) . Com a palavra sublinhada, o autor quer transmitir uma idéia de:
( ) Defesa;
( ) Ataque;
( ) Destruição;
( ) Correção;
( ) Conservação.

 

Planos de aula: mais dicas

Os OBJETIVOS englobam seis grandes áreas:
• Conhecimento – Conhecer, apontar, criar, identificar, descrever, classificar, definir, reconhecer e relatar no final, pois, se trata de RE.


• Compreensão – Compreender, concluir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, deduzir, localizar, reafirmar no final por causa do RE.

• Aplicação – Aplicar, desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar. Não tem RE.

• Análise – Analisar, comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, investigar, provar. Não tem RE.

• Síntese – Sintetizar, compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, propor, reunir, voltar. Não tem RE.

• Avaliação – Avaliar, argumentar, contratar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar. Não tem RE.

Todo OBJETIVO tem que ter um verbo do CONHECIMENTO e outro da AVALIAÇÃO. Objetivo não se repete verbo, mais ou menos cinco COMPETÊNCIAS – Tem que ter verbos da COMPREENSÃO e da APLICAÇÃO, mais ou menos três.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO OU EIXO TEMÁTICO – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO quando for sobre a apostila/livro na sua totalidade e- EIXO TEMÁTICO quando for somente de uma parte/capítulo.METODOLOGIA – Aula expositiva dialógica -Vice-Versa -, exposição via televisão ou via televisão/DVD de filme, documentário, clipe e etc. Exposição de transparências via retro projetor, elaboração de fichamentos, resumos de textos pré-selecionados, mapeamentos, resolução de exercícios, aplicação de mini aulas, utilização de recursos instrucionais (giz, quadro, apostila, TV, dvd).

AÇÃO DIDÁTICA – Separada por momentos, descreve de maneira breve o que vai ser trabalhado em sala de aula, só pode ter verbos terminados em MENTO e AÇÃO, mais ou menos três.Exemplo:Primeiro MomentoSegundo MomentoTerceiro MomentoHABILIDADES – É o que o aluno deverá desenvolver/adquirir durante as aulas, usando os verbos no substantivo, terminado em MENTO ou AÇÃO.

AVALIAÇÃO – Forma com que o aluno será avaliado pelo professor. Pode usar verbos sem o R, como por exemplo: CANTAR – CANTA, mais ou menos três.BIBLIOGRAFIA - Apostila ou livro onde se teve o embasamento para a aula.(O RE significa tudo que vai reafirmar, por exemplo, se a palavra a ser usada é "Organizar" e se por acaso vc for usar "REorganizar", aí esta palavra começada com RE tem que obrigatoriamente ver fechando o plano ou o itém do plano. Igual o "REafirmar".

 

Aprenda a Fazer um Plano de Aula

1 - ESQUEÇA A BUROCRACIA. 

Invente planos de aulas que sejam úteis e que sejam fáceis de mexer. 

2 - CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO.

Pergunte-se sempre: “O que meu aluno deve e pode aprender?”, planeje a aula de forma fácil e objetiva.

3 - SE NECESSÁRIO, FAÇA UM PLANO DE AULA PARA CADA TURMA.

O planejamento deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4 - ESTUDE PARA ENSINAR BEM.

Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, porém é preciso, também, saber como ensinar.

5 - COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE.

Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6 - DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE.

Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades dos alunos.

7 - PESQUISE EM VÁRIAS FONTES.

To
da aula requer material de apoio. Busque informações em livros, em revistas, na Internet e etc.

8 - USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO.

Métodos como: aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas são excelentes aliados!

9 - CONVERSE E PEÇA AJUDA.

Converse com os colegas! Aproveite as reuniões!

10 - ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA.

Compre um caderno e anote, no fim do dia, tudo o que você fez em classe. Esta é uma forma de você analisar o que está ou não dando certo em seu trabalho!

Fonte: Terra

coesão e coerência textuais

ASSUNTO: Coesão e coerência textuais.
ATIVIDADE: Corrija a notícia abaixo, eliminando as redundâncias e os absurdos. Reescreva e entregue o texto correto.

O DRAMA TRÁGICO DO TREM
Vinte pessoas morreram ontem, às 2
0:00 horas, tragicamente, em um sensacional, espetacular e belíssimo desastre, ocorrido em limites dentro da cidade de São Paulo, quando dois trens se chocaram fantasmagoricamente, na estação ferroviária local, em virtude de lamentável falha do descuidado guarda-chaves. Um dos passageiros foi completamente decapitado e sua cabeça, ao separar-se do corpo, provocou-lhe morte instantânea. Várias das infelizes vítimas foram transportadas para nosocômios. A primeira de todas a ser submetida a uma melindrosa intervenção cirúrgica foi a Ex.ma Sr.a D. Felisberta Silva, digníssima e virtuosa dama da nossa sociedade, a quem, nesta hora, das mais trágicas e horripilantes, rendemos os tributos de nosso maior respeito. O distintíssimo e delicado, além de eficiente, diretor da Fepasa, o Ex.mo Sr. Dr. Engenheiro M. A. Pedroso, disse que nos planos futuros da eficiente empresa está a adoção de equipamento automático, para que desastres assim não se repitam outras vezes.

Escola é...


Escola é...
... o lugar que se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.

O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.

Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados"
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se "amarrar nela"!

Ora é lógico...

Numa escola assim vai ser fácil !
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.

É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.
Paulo Freire

Direitos , deveres e proibições do aluno...



DIREITOS DO ALUNO                                                                                                                         
                                                                                                                                                                                  
- Pedir orientação a professora, diretora e funcionários.
- Receber orientação
- Utilizar corretamente as dependências da escola.
- Saber o seu rendimento escolar por boletim.
- Manter amizade com professores, colegas e funcionários.
- Ser tratado com dignidade  e respeito(justiça  igualdade sem discriminação)
- Participar das aulas.
- Dialogar e solicitar explicação do professor nas horas de dificuldades.
- usar corretamente as dependências da escola ( biblioteca, cantina,secretaria)
-Ser avaliado com justiça
- Participar   das atividades promovidas pela escola(jogos, gincanas,festividades...)
- Contestar e recorrer ao órgão quando se julgar injustiçado.

DEVERES DO ALUNO
                                                           
- Cumprir as determinações dos professores e funcionários
- Ser pontual
- Participar de todas as atividades programadas.
- Cooperar com a limpeza e higiene do estabelecimento escolar.
- Assistir as aulas vestido adequadamente ( de forma apresentável, com higiene pessoal)
- Ter  bom relacionamento com colegas, professores e funcionários.
- Cuidar do material escolar (livros didáticos , livros da biblioteca, cartazes expostos...)
- Entrar na sala de aula antes do professor;
- Entregar documentos exigidos pela escola, dentro do prazo estipulado(carteira de identidade, transferências)
- Fazer avaliação que perdeu ( por justa causa.)
- Entregar trabalho no dia marcado pelo professor;
- Reparar  danos materiais;
- Pedir  licença antes de falar.
- Falar com tom de voz adequado;
- Saber perder.
- Ser responsável;
- Ser educado e bom para todos;
- Demonstrar   interesse por aprender;
- Fazer os trabalhos com capricho(letra , asseio, nome, série, turma)etc.
- Aproveitar as oportunidades de melhorar seu conhecimento;
- Se possível avisar quando vai faltar, justificando-se.       

PROIBIÇÕES

- Sair da escola durante o horário de aula(apenas com permissão  dos pais ou responsáveis, mediante aprovação da direção e ou supervisor)
- Sair  da sala durante a troca de professor;                                  
- Apresentar-se sem o uniforme escolar sem uma o uniforme escolar sem uma justificativa convincente;
- Ficar em local não permitido ao aluno;
- Ficar nas portas de outras salas durante o horário de aula;
- Cometer injúrias e calúnias contra colegas, professores e funcionários;
- Praticar  atos de violência;
- Dizer palavras de baixo calão;
- Fazer ameaças;
- Formar grupos e promover algazarras nos corredores, pátios e mediações da escola;
- Trazer para a escola materiais estranhos estilete, gilete, canivete, objetos pontiagudos, explosivos;
- Danificar carteiras, paredes, livros, revistas.
- Não pegar material do colega sem permissão.